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22 de dezembro de 2020

Reunião de Avaliação do LIneA Science Server

Seguindo a agenda de avaliações previstas, no dia 15 de dezembro aconteceu a reunião para avaliar o novo release do LIneA Science Server. O Science Server é um serviço oferecido para toda comunidade, atualmente hospedado no National Center for Supercomputing Applications (NCSA), para acesso aos dados públicos do Dark Energy Survey (DES). Em funcionamento desde 2018, quando os dados dos três primeiros anos de observação foram tornados públicos (DR1), a plataforma foi recentemente revisitada pela equipe técnica e científica do LIneA em preparação para a disponibilização pública dos dados finais do projeto e dos seus seis anos de observação (DR2) – disponível em janeiro de 2021. Atualmente o Science Server tem um total de quase 400 usuários e mais de 6 mil sessões. O Science Server faz parte – assim como os sistemas Quick Reduce e o DES Science Portal – da contribuição do LIneA com o projeto DES em troca da participação de pesquisadores brasileiros.

Foto:Apresentação LIneA Science Server

A reunião contou com uma explanação inicial sobre o portal, os processos de desenvolvimento, o esforço realizado em termos de pessoas-hora para diferentes perfis de profissionais, os desafios para melhorar o funcionamento do portal e a importância de apresentar um tutorial para explorar da melhor forma o Science Server. Na sequência, foi apresentada uma demonstração do uso das ferramentas disponíveis no portal, sendo: 1) Sky Viewer – visualiza imagens adicionadas; 2) Target Viewer – upload da lista de alvos para inspeção individual; 3) Tile Viewer – inspeção de tiles; 4) User Query – interface para realizar buscas no banco de dados contendo o catálogo de objetos.

Na reunião foram também comentados os planos de: 1) disponibilizar os dados também aqui no Brasil a partir de Fevereiro; 2) integrar à ferramenta outros grandes acervos como o SLOAN, WISE, GAIA; 3) oferecer um curso de treinamento no uso da ferramenta para estudantes e pesquisadores brasileiros previsto para o segundo trimestre de 2021.

Foto: Landing page LIneA Science Server.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Hugo Camacho (USP), Martin Banda (ON/LIneA), Michel Aguena (USMB), Rodrigo Boufleur (ON/LIneA). Os membros da comissão estão encarregados de fazer um relatório descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre novas implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio-prazo.

Esta reunião foi a segunda de uma série de avaliações previstas para os próximos dois meses. As próximas reuniões previstas são: 1) uma avaliação do Portal MaNGA desenvolvido a pedido dos pesquisadores brasileiros no BPG-SDSS para a visualização dos resultados da análise do grande número de cubos observados pelo levantamento MaNGA do projeto SDSS-IV apoiado pelo LIneA; e 2) o projeto de infraestrutura sendo desenvolvido para viabilizar o uso dos serviços do LIneA pela comunidade como previsto no Plano Diretor do laboratório.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




15 de dezembro de 2020

LIneA Organiza Reunião de Avaliação do Portal SSO

No dia 10 de dezembro o LIneA promoveu a reunião de avaliação do Solar System Objects Portal, seguindo o mesmo formato das reuniões de avaliação internacional feitos ao longo dos anos sobre o Dark Energy Survey (DES), Science Portal e o protótipo do sistema de monitoramento desenvolvido para o projeto Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI). O objetivo deste tipo de reunião é obter da parte de uma comissão composta de pesquisadores/técnicos interessados uma avaliação do trabalho realizado pela equipe do LIneA, seja no desenvolvimento de uma plataforma científica ou de um novo serviço de interesse de um determinado grupo e fazer recomendações em diferentes fases do projeto. Neste caso, a plataforma em questão era o Portal que foi desenvolvido há três anos pela equipe de TI do LIneA e que veio passando por melhorias ao longo deste tempo. Este portal atende uma demanda do grupo Transneptunian Occultation Network (TON), e já se encontra em um estágio avançado de desenvolvimento

Foto: Apresentação do Portal SSO.

A motivação inicial para criar o SSO Portal foi o de explorar o potencial oferecido para a predição de eventos de ocultação estelar pelo grande acervo de dados acumulados pelo DES, entre os anos de 2013 e 2019, e os dados do satélite GAIA com alta precisão astrométrica. O acervo consiste em mais de 130,000 exposições ou 8 milhões de CCDs, sendo da ordem de 370 mil objetos do sistema solar identificados em 2 milhões de CCDs.

A reunião consistiu de duas apresentações comentando sobre diferentes aspectos do processo de desenvolvimento, métricas sobre o escopo do projeto em termos, por exemplo, do número de linhas de código, o esforço realizado em termos de pessoas-hora para diferentes perfis de profissionais, as dificuldades técnicas encontradas ao longo do processo e o desafio de reconciliar as exigências de vários projetos em paralelo com diferentes prazos de entrega. As apresentações foram seguidas por um demo ao vivo do portal. Ao final, foi realizado um construtivo debate sobre quais devem ser os próximos passos no desenvolvimento, bem como o futuro uso da ferramenta para explorar outros conjuntos de dados.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Júlio Camargo (ON), Felipe Ribas (UFTPR), Gustavo Rossi (OBSPM), Altair Gomes (UNESP) e Bruno Morgado (OBSPM). Os membros da comissão estão encarregados de fazer um relatório por escrito descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre novas implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio-prazo.

Foto: Comissão e membros do LIneA via Zoom.

Esta reunião foi a primeira de uma série de avaliações previstas para os próximos dois meses que inclui: 1) uma avaliação da mais recente versão do LIneA Science Server, que entrará no ar no início de Janeiro, primeiro no NCSA e mais tarde aqui no LIneA, para explorar seis anos de dados do DES; 2) uma avaliação do Portal MaNGA desenvolvido a pedido dos pesquisadores brasileiros no BPG-SDSS para a visualização dos resultados da análise do grande número de cubos observados pelo levantamento MaNGA do projeto SDSS-IV apoiado pelo LIneA; e 3) o projeto de infraestrutura sendo desenvolvido para viabilizar o uso dos serviços do LIneA pela comunidade como previsto no Plano Diretor do laboratório.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




Diretor do LIneA participa do 21º Workshop RNP abordando o tema e-Ciência

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realizou nos dias 7 e 8 de dezembro seu 21º Workshop, pela primeira vez totalmente digital.

Este ano o tema da edição foi “Respirando Inovação“. A programação do evento contou com diversas palestras e painéis envolvendo assuntos como: Gestão de identidade, cibersegurança, educação, telessaúde, campus inteligente, iniciativas, redes avançadas, ciberinfraestrutura, videocolaboração, gestão e monitoramento de redes, indústria 4.0, agro, apoio à e-Ciência, plataformas para experimentação, escritório inteligente e comitês técnicos.

A convite do Comitê de Programa do WRNP 2020, o diretor do LIneA (Luiz Nicolaci da Costa) participou do debate no painel “e-Ciência: desafios para fazer o uso dos 100G” junto com Lubia Vinhas (coordenação de Observação da Terra no INPE), Renato Santana (assistente em Ciência e Tecnologia no CBPF) e Alex Moura (especialista da RNP), sob mediação do Michael Stanton.

Foto: Painel e-Ciência no 21º WRNP / Fonte: Site RNP

A e-Ciência trabalha com grandes volumes de dados, sendo assim, é necessário uma rede de alta capacidade para o compartilhamento desse grande fluxo de dados, permitindo o processamento e compartilhamento dessas informações, resultando em conhecimento.

Cada participante apresentou as atividades realizadas pelas instituições, demonstrando que a demanda é expressiva e a importância da rede ser capaz de sustentar a grande base de dados. O debate resultou em um consenso entre as instituições integrantes do ecossistema e-Ciência: é preciso mais investimento do Governo Federal no que tange o upgrade das redes utilizadas pelos pesquisadores.

“O que falta é coordenação. Se juntarmos nossas necessidades e a apresentarmos juntos ao MCTI conseguiremos mostrar o grande impacto desses investimentos para o futuro do Brasil, com um projeto a longo prazo”, explicou Nicolaci, diretor geral do LIneA.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.

Fonte: https://www.rnp.br/noticias/internet-quantica-rede-100-gb/s-e-e-ciencia-sao-destaques-no-segundo-dia-do-wrnp2020




01 de dezembro de 2020

Instalação do Lustre

A primeira fase de implementação do Lustre (Parallel distributed file system) que consiste na instalação da parte física foi concluída pelo grupo de TI do LIneA.

Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.

No final do mês de Novembro a fase dois, instalação lógica – configuração de rede, disponibilização das áreas ou volumes e de armazenamento – começa a ser executada e, por fim, na fase três desse processo, mudanças na infraestrutura serão feitas para utilização dessa nova solução de armazenamento.

O Lustre Filesystem permite alto desempenho computacional e foi projetado para ter vazão de 100 Gbps com armazenamento em discos SSD (70 TB) e HDD (500 TB), num total de 570 Terabytes de capacidade de armazenamento. A alta capacidade de armazenamento do Lustre Filesystem foi desenvolvida para atender a grande demanda de dados que serão produzidos pelo LSST. Além disso, o novo Lustre foi projetado para ser modular, ou seja, se houver a necessidade de expandi-lo futuramente, a arquitetura do sistema permitirá que a equipe de TI do LIneA aumente sua capacidade de armazenamento e vazão (throughput) de forma mais simples.

Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.
Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




13 de outubro de 2020

The Dark Energy Survey: a história de um experimento cosmológico

Há 40 anos atrás grandes projetos internacionais na área de cosmologia observacional envolviam da ordem de 20 a 30 pessoas entre pesquisadores, alunos e tecnologistas. Alguns exemplos destes extensos levantamentos astronômicos pioneiros são o CfA Redshift Survey (1977) e sua extensão na década de 1990 para o hemisfério sul – o Southern Sky Redshift Survey (SSRS), ambos conduzidos por equipes no Harvard Smithsonian Center for Astrophysics e pelo Observatório Nacional. De lá pra cá os tempos mudaram e agora, na era da cosmologia de precisão, projetos como o Sloan Digital Sky Survey (SDSS), o Dark Energy Survey (DES) e o Legacy Survey of Space and TIme (LSST) envolvem dezenas de instituições espalhadas pelo mundo, com no mínimo 500 pessoas envolvidas. Estas equipes possuem uma ampla gama de profissionais com os mais variados backgrounds devido à complexidade da instrumentação, ao volume de dados gerados que requer novas técnicas e algoritmos, e às sofisticadas técnicas de análise, o que exige dos pesquisadores múltiplos conhecimentos.

Seguindo a tentativa de descrever estes experimentos astronômicos gigantescos que envolvem pessoas de vários países, foi lançado no dia 13 de outubro numa cerimônia remota sediada em Londres o livro “The Dark Energy Survey: The story of a cosmological experiment”. O livro conta um pouco da história e captura as várias facetas deste experimento moderno. Com um prefácio do Astrônomo Real Martin J. Rees o livro é dirigido a cientistas, tomadores de decisão, cientistas sociais e engenheiros, bem como a qualquer pessoa interessada em cosmologia e astrofísica. A equipe do LIneA contribuiu com o capítulo 7 intitulado DES as a Big Data Machine onde o portal científico desenvolvido pelo LIneA (figura 1) é apresentado.

Figura 1: Página inicial desenvolvida pelo LIneA como portal científico para o Dark Energy Survey

O livro pode ser encomendado diretamente no website da editora World Scientific ou pela Amazon website.

Figura 2: Capa do livro a ser lançado dia 13 de outubro sobre o DES

Procurando difundir os trabalhos realizados pela equipe do LIneA e seus associados, além de notícias de interesse geral, mantemos um blog, uma conta no Facebook, no Twitter, além de um canal no Youtube. Periodicamente também circulamos o LIneA News contendo notícias e informações sobre a série de webinars patrocinado pelo LIneA. Para se registrar basta clicar aqui. A maioria dos webinars são feitos por pesquisadores internacionais superando desta forma as barreiras geográficas e mantendo os participantes atualizados sobre as mais recentes descobertas em diferentes áreas, novas tecnologias e novos projetos.

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08 de outubro de 2020

LIneA participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O INCT do e-Universo em colaboração com o LIneA e o Planetário-RJ está promovendo, como contrapartida destas instituições, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, e o Ciclo de Palestras de Astronomia. As palestras serão transmitidas pelo canal https://www.youtube.com/user/lineamcti e ocorrerão de 19 a 23 de outubro de 2020.

Cada palestra vai abordar um tema recente da Astronomia. Na segunda-feira o tema central será os buracos-negros supermassivos nos centros das galáxias, com o professor Jaderson Schimoia da Universidade Federal de Santa Maria. Na terça-feira o tema será os confins do Sistema Solar depois da órbita do planeta Netuno, com o professor da UNESP Altair Gomes. Na quarta-feira o professor Alex Wuensche do INPE falará sobre nosso futuro em relação à Astronomia. Na quinta-feira o pós-doutorando do LIneA Adriano Pieres dissertará sobre a nossa Galáxia – a Via-Láctea  –  e finalmente na sexta-feira a professora Mariana Penna Lima da Universidade de Brasília vai abordar os assuntos relacionados à expansão do Universo.

As palestras são dirigidas ao grande público, numa iniciativa de promover a divulgação científica e a popularização da Ciência. Haverá uma sessão de perguntas depois de cada palestra onde você poderá tirar suas dúvidas e questionamentos sobre o assunto. A intenção é que a linguagem seja de fácil alcance, de forma que pessoas do grande público possam entender mais facilmente os conceitos abordados, vindo de cientistas que trabalham cotidianamente com o assunto.

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26 de agosto de 2020

Ocultação estelar com recorde de observações

A colaboração internacional entre pesquisadores brasileiros (TON/LIneA), espanhóis e franceses (ERC Lucky Star – https://lesia.obspm.fr/lucky-star/) realizou no dia 08 de agosto uma campanha observacional para detectar a ocultação estelar do objeto chamado 2002 MS4. Este objeto está entre os maiores objetos Trans-Netunianos (TNOs) conhecidos e é candidato a planeta anão. Houve uma grande mobilização de astrônomos amadores e profissionais, resultando na maior quantidade de dados já obtidos para ocultações por TNOs!

De acordo com a predição, a sombra do objeto passaria pela Terra, com observação favorável para telescópios do norte da África, Europa e Ásia Ocidental. Foi então realizado um enorme esforço para a organização de uma campanha de observação, alertando e instruindo observadores profissionais e amadores desta região. Uma página contendo todas as informações do evento e orientações para as observações foi criada e enviada para os observadores (confira aqui: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/campaigns/2020-08-08_2002MS4.html).

Mais de uma centena de astrônomos confirmaram a participação no evento e um total de 116 telescópios (até o momento) estavam preparados para realizar a observação (Figura 1).

Figura 1 – visão geral da localização de todos os telescópios que participaram da campanha observacional da ocultação do TNO 2002 MS4. Em amarelo estão representadas as localizações com detecções do corpo principal, em azul os telescópios que não detectaram a ocultação e em roxo onde as condições meteorológicas não permitiram a aquisição de dados.

Dentre os conjuntos de dados que já estão sendo analisados, 62 deles serão utilizados para a determinação das características físicas, como tamanho e forma, do 2002 MS4. Além disso, os dados de telescópios que não detectaram a ocultação pelo corpo principal serão cuidadosamente analisados na busca por estruturas nos arredores do corpo (como anéis, satélites ou jatos de material). Este é um recorde de observações de uma única ocultação para um TNO e só é menor que a observação da ocultação por um satélite de Netuno, Tritão, que ocorreu em 2017, também coordenado pela equipe internacional.

Após o lançamento do catálogo Gaia e o esforço de astrônomos brasileiros do TON/LIneA e a colaboração internacional, o número de ocultações estelares com predições cada vez mais precisas vem aumentando, o que incentiva também a participação da comunidade no desenvolvimento científico de ponta: basta ter um pequeno telescópio, uma câmera de aquisição de imagens e um protocolo de sincronização de tempo (NTP) que pode ser facilmente encontrado na internet. Todos os eventos previstos podem ser encontrados no site da Lucky Star ( https://lesia.obspm.fr/lucky-star/ – em inglês).

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




31 de julho de 2020

O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, que irá mapear milhões de galáxias em 3D, chega à etapa final a caminho de seu lançamento

Tradução livre do comunicado de imprensa de Glenn Roberts Jr. Inicialmente publicado em 1º de Junho de 2020 no Centro de Notícias do Berkeley Lab. (Tradução de Gabriela Schumann. Original disponível em: https://newscenter.lbl.gov/2020/06/01/now-complete-telescope-instrument-is-poised-to-begin-its-search-for-answers-about-dark-energy/)

Este vídeo contém animações mostrando como funcionam em conjunto os complexos componentes do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, instalado no Telescópio Mayall do Observatório Nacional Kitt Peak, próximo a Tucson, Arizona (EUA). Clique no ícone “CC” para selecionar legendas em uma das várias línguas disponíveis. (Créditos: Dongjae “Krystofer” Kim/Kryated.com, colaboração do DESI)

Embora o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (ou DESI – Dark Energy Spectroscopic Instrument) esteja inativo dentro de uma cúpula de telescópio no topo de uma montanha no Arizona devido à pandemia da COVID-19, o projeto DESI avança, alcançando a última etapa de aprovação formal necessária para seu lançamento.

DESI foi projetado para captar a luz de dezenas de milhões de galáxias e de milhões de objetos ultra-brilhantes do espaço profundo chamados quasares, usando cabos de fibra ótica automaticamente posicionados por um grupo sincronizado de robôs giratórios para mirar em 5.000 galáxias por vez. A luz captada é medida por um conjunto de 10 dispositivos chamados “espectrógrafos”, que dividem a luz em seu espectro – as diferentes cores que a compõem.

Essas medições auxiliarão cientistas a mapear o universo em 3D e aprender mais sobre a misteriosa energia escura, que impulsiona a expansão acelerada do universo, e poderiam também prover novas informações sobre o ciclo de vida das galáxias e sobre a rede cósmica que conecta a matéria do universo.

Finalização do projeto é resultado de uma década de trabalho de sua equipe internacional

Trabalhadores instalam um componente do DESI. (Imagem é cortesia de Robert Besuner, colaboração do DESI)

Após a aprovação do DESI em uma auditoria de nível federal em Março, membros de um conselho deliberativo aprovaram formalmente a finalização do projeto no dia 11 de Maio. O DESI foi projetado e construído por meio dos esforços de uma grande colaboração internacional que agora conta com aproximadamente 500 pesquisadores em 75 instituições de 13 países.

“Meus parabéns à equipe do DESI, composta por laboratórios e universidades estadunidenses e internacionais, por terem desenvolvido este maravilhoso instrumento espectroscópico de última geração”, disse Kathleen Turner, gestora do programa DESI no Departamento de Física de Altas Energias do Ministério de Energia dos EUA. “Estamos todos ansiosos por utilizar a precisão singular do DESI para mapear a expansão do universo ao longo do tempo.”

Michael Levi, diretor do projeto DESI e cientista do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (o Berkeley Lab, pertencente ao Ministério de Energia dos EUA), que é a principal instituição do projeto, disse: “Este é o ponto culminante de 10 anos do trabalho duro de uma equipe incrivelmente dedicada e talentosa, e uma grande realização de todos os envolvidos”. Ele acrescentou: “Compreendemos e valorizamos o extraordinário privilégio que nos foi dado ao podermos trabalhar com este instrumento – ainda mais durante nossos tempos desafiadores enquanto, como cientistas, continuamos a explorar o que há além do nosso planeta.”

Preparando-se para reiniciar os testes do DESI

O plano focal do DESI, finalizado, que conta com 5.000 posicionadores robóticos, instalado no Telescópio Mayall. (Créditos: colaboração do DESI)

Ficou claro, em meados de março, que a fase final de testes do instrumento seria abruptamente suspensa devido ao fechamento temporário da maioria das atividades realizadas no Observatório Nacional Kitt Peak (Kitt Peak National Observatory, ou KPNO), onde o DESI se localiza, para reduzir o risco de propagação da COVID-19.

Os participantes do projeto se apressaram para realizar uma última captura de dados com o instrumento durante o fim de semana de 14 e 15 de março, antes de seu fechamento temporário na semana seguinte. Esses dados foram úteis para a análise do projeto relativa à etapa final de sua construção, conhecida como Decisão Crítica 4 (Critical Decision 4, ou CD-4).

Nos meses anteriores à redução temporária das atividades no KPNO, que é um programa do NOIRLab, da Fundação Nacional de Ciências dos EUA (National Science Foundation, ou NSF), os pesquisadores observaram de perto o funcionamento do DESI para corrigir percalços técnicos e assegurar-se de que seus componentes estão funcionando corretamente.

Agora os participantes do projeto dizem que estão ansiosos para retornar à etapa de testes do DESI em preparação para sua inicialização e missão de cinco anos. “As primeiras observações do instrumento foram muito gratificantes após anos de desenvolvimento”, disse Daniel Eisenstein, um porta-voz do DESI e professor de astronomia na Universidade de Harvard. “Agora todos da equipe estão ansiosos para aprender o que os dados do DESI têm a nos ensinar sobre o universo.”

DESI tem participação brasileira através do LIneA (Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia) e conta com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), além do próprio LIneA. A equipe brasileira contribuiu durante as fases preparatórias do DESI com o desenvolvimento de software para a avaliação da qualidade de dados e, atualmente, participa do trabalho científico realizado pela colaboração. Os nossos pesquisadores também estão envolvidos com o grupo de divulgação científica do DESI, trazendo os resultados para o público brasileiro.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




03 de julho de 2020

Membros do LIneA oferecem tutorial online ao vivo para os colaboradores da RNP

Na última quarta-feira (24/06) dois membros do LIneA apresentaram um tutorial online de 3 horas de duração sobre a ferramenta Jupyter Notebook ( jupyter.org). O público de 20 participantes que assistiram ao tutorial são colaboradores da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP ( www.rnp.br), organização parceira do LIneA.

O analista de sistemas Carlos Adean (Figura 1) abordou os aspectos técnicos envolvidos com a instalação do Jupyter. A instalação pode ser local na versão stand-alone dos notebooks ou na interface Jupyter Lab, quanto da instalação de um Jupyter Hub, uma plataforma multiusuário que suporta vários Jupyter Labs simultaneamente em um ambiente compartilhado. A cientista de dados Julia Gschwend (Figura 2) fez uma introdução aos conceitos básicos da ferramenta e duas demonstrações ao vivo de como se utiliza um Jupyter Notebook, com exemplos práticos de exploração e análise de dados astronômicos. A apresentação foi gravada e o vídeo está disponível no YouTube.

No segundo semestre, o LIneA vai oferecer um curso prático de Astrofísica baseado em Jupyter Notebooks. O curso contará com aulas semelhantes a este tutorial, contando também com uma introdução à linguagem Python. O público alvo é composto de estudantes de ensino médio e de estudantes de graduação de áreas vinculadas à Astronomia ou Física, que tenham curiosidade e interesse em aprender a manipular dados astronômicos. Detalhes do curso serão divulgados em breve aqui e nas redes sociais do LIneA.

Figura 1: Apresentação sobre aspectos técnicos da ferramenta Jupyter Notebook, por Carlos Adean.
Figura 2: Demonstração ao vivo da utilização da ferramenta para exploração de dados astronômicos, por Julia Gschwend.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




09 de junho de 2020

SORA: Uma nova ferramenta para ocultações estelares

Nesta semana membros do LIneA fizeram o pré-lançamento do software SORA (acrônimo para Stellar Occultations Reduction and Analysis). O pacote de programas foi desenvolvido pelos pesquisadores associados Altair R. Gomes-Júnior (UNESP Guaratinguetá), Bruno E. Morgado e Gustavo Benedetti-Rossi (Observatoire de Paris) e Rodrigo Boufleur (Observatório Nacional) e será utilizado na redução e tratamento de dados de ocultações estelares na era de grandes levantamentos de dados.

A técnica de ocultação estelar se baseia em medir o fluxo de luz de uma estrela conforme um objeto do Sistema Solar passa na frente dela. A partir de ocultações estelares é possível determinar o tamanho e a forma do objeto ocultador com uma precisão de poucos quilômetros. Além disso, determina-se no céu a posição do objeto que ocultou a estrela com uma precisão sem precedentes quando falamos de observações de solo. Nos últimos anos o Grupo do Rio teve um aumento considerável do número de eventos observados (Figura 1), que ocorreu principalmente devido ao lançamento do catálogo Gaia. Além disto, é esperado um crescimento ainda maior após o início das operações do Legacy Survey of Space and Time (LSST). A enorme quantidade de dados que vêm sendo produzida motivou estes pesquisadores a desenvolverem um conjunto de programas otimizados para a análise destes dados.

Figura 1: Número de ocultações estelares observadas por ano com participação do Grupo do Rio e colaboradores. Última atualização em 01/05/2020. Créditos: Grupo do Rio, Banco de dados de ocultações estelares.

Esta melhoria veio com o SORA, que faz a análise a partir da curva de luz obtida na ocultação (Figura 2) até obter a forma aparente do objeto no plano do céu (Figura 3). A primeira versão do SORA foi lançada no dia 20 de maio para a colaboração internacional, que irá realizar testes e validação científica. Este pacote de programas será o código base para a redução de ocultações estelares dentro do Portal TNO que está em desenvolvimento pelo LIneA e terá uma versão de acesso público para astrônomos amadores do mundo todo. Além disso o pacote já oferece toda a infraestrutura necessária para processar dados de futuros projetos como a Rede de Ocultações Sul-Americana.

Figura 2: Curva de luz de uma ocultação pelo Centauro (10199) Chariklo, mostrando a queda de fluxo da estrela ocultada quando o objeto e seu sistema de anéis passam em frente à mesma. Em vermelho está a curva de luz do modelo gerado pelo SORA. Créditos: SORA core team
Figura 3: Ajuste de uma elipse na projeção de Chariklo no plano do céu a partir das observações de uma ocultação, cada uma representada por uma linha azul (chamadas cordas) e com as barras de erro em vermelho nas extremidades. Em preto o melhor ajuste da elipse obtido pelo SORA e em cinza todas as elipses dentro da incerteza do ajuste. A linha pontilhada em verde representa uma observação em que o objeto não passou na frente da estrela, sendo chamada “corda negativa”. O N demarca a direção norte e o L o leste. Créditos: SORA core team

Este pacote Python foi desenvolvido com o apoio do projeto ERC LuckyStar que reune os esforços de pesquisadores Franceses, Brasileiros e Espanhóis, com suporte financeiro pelo European Research Council (Grant 2014-2020/ERC, No. 669416), FAPESP (proc. 2018/11239-8), CNPQ (proc. 300472/2020-0) e pelo LIneA e o INCT do e-Universo

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos, como os projetos Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é um laboratório apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). As atividades do LIneA vêm sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES e FAPERJ.