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26 de agosto de 2020

Ocultação estelar com recorde de observações

A colaboração internacional entre pesquisadores brasileiros (TON/LIneA), espanhóis e franceses (ERC Lucky Star – https://lesia.obspm.fr/lucky-star/) realizou no dia 08 de agosto uma campanha observacional para detectar a ocultação estelar do objeto chamado 2002 MS4. Este objeto está entre os maiores objetos Trans-Netunianos (TNOs) conhecidos e é candidato a planeta anão. Houve uma grande mobilização de astrônomos amadores e profissionais, resultando na maior quantidade de dados já obtidos para ocultações por TNOs!

De acordo com a predição, a sombra do objeto passaria pela Terra, com observação favorável para telescópios do norte da África, Europa e Ásia Ocidental. Foi então realizado um enorme esforço para a organização de uma campanha de observação, alertando e instruindo observadores profissionais e amadores desta região. Uma página contendo todas as informações do evento e orientações para as observações foi criada e enviada para os observadores (confira aqui: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/campaigns/2020-08-08_2002MS4.html).

Mais de uma centena de astrônomos confirmaram a participação no evento e um total de 116 telescópios (até o momento) estavam preparados para realizar a observação (Figura 1).

Figura 1 – visão geral da localização de todos os telescópios que participaram da campanha observacional da ocultação do TNO 2002 MS4. Em amarelo estão representadas as localizações com detecções do corpo principal, em azul os telescópios que não detectaram a ocultação e em roxo onde as condições meteorológicas não permitiram a aquisição de dados.

Dentre os conjuntos de dados que já estão sendo analisados, 62 deles serão utilizados para a determinação das características físicas, como tamanho e forma, do 2002 MS4. Além disso, os dados de telescópios que não detectaram a ocultação pelo corpo principal serão cuidadosamente analisados na busca por estruturas nos arredores do corpo (como anéis, satélites ou jatos de material). Este é um recorde de observações de uma única ocultação para um TNO e só é menor que a observação da ocultação por um satélite de Netuno, Tritão, que ocorreu em 2017, também coordenado pela equipe internacional.

Após o lançamento do catálogo Gaia e o esforço de astrônomos brasileiros do TON/LIneA e a colaboração internacional, o número de ocultações estelares com predições cada vez mais precisas vem aumentando, o que incentiva também a participação da comunidade no desenvolvimento científico de ponta: basta ter um pequeno telescópio, uma câmera de aquisição de imagens e um protocolo de sincronização de tempo (NTP) que pode ser facilmente encontrado na internet. Todos os eventos previstos podem ser encontrados no site da Lucky Star ( https://lesia.obspm.fr/lucky-star/ – em inglês).

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




31 de julho de 2020

O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, que irá mapear milhões de galáxias em 3D, chega à etapa final a caminho de seu lançamento

Tradução livre do comunicado de imprensa de Glenn Roberts Jr. Inicialmente publicado em 1º de Junho de 2020 no Centro de Notícias do Berkeley Lab. (Tradução de Gabriela Schumann. Original disponível em: https://newscenter.lbl.gov/2020/06/01/now-complete-telescope-instrument-is-poised-to-begin-its-search-for-answers-about-dark-energy/)

Este vídeo contém animações mostrando como funcionam em conjunto os complexos componentes do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, instalado no Telescópio Mayall do Observatório Nacional Kitt Peak, próximo a Tucson, Arizona (EUA). Clique no ícone “CC” para selecionar legendas em uma das várias línguas disponíveis. (Créditos: Dongjae “Krystofer” Kim/Kryated.com, colaboração do DESI)

Embora o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (ou DESI – Dark Energy Spectroscopic Instrument) esteja inativo dentro de uma cúpula de telescópio no topo de uma montanha no Arizona devido à pandemia da COVID-19, o projeto DESI avança, alcançando a última etapa de aprovação formal necessária para seu lançamento.

DESI foi projetado para captar a luz de dezenas de milhões de galáxias e de milhões de objetos ultra-brilhantes do espaço profundo chamados quasares, usando cabos de fibra ótica automaticamente posicionados por um grupo sincronizado de robôs giratórios para mirar em 5.000 galáxias por vez. A luz captada é medida por um conjunto de 10 dispositivos chamados “espectrógrafos”, que dividem a luz em seu espectro – as diferentes cores que a compõem.

Essas medições auxiliarão cientistas a mapear o universo em 3D e aprender mais sobre a misteriosa energia escura, que impulsiona a expansão acelerada do universo, e poderiam também prover novas informações sobre o ciclo de vida das galáxias e sobre a rede cósmica que conecta a matéria do universo.

Finalização do projeto é resultado de uma década de trabalho de sua equipe internacional

Trabalhadores instalam um componente do DESI. (Imagem é cortesia de Robert Besuner, colaboração do DESI)

Após a aprovação do DESI em uma auditoria de nível federal em Março, membros de um conselho deliberativo aprovaram formalmente a finalização do projeto no dia 11 de Maio. O DESI foi projetado e construído por meio dos esforços de uma grande colaboração internacional que agora conta com aproximadamente 500 pesquisadores em 75 instituições de 13 países.

“Meus parabéns à equipe do DESI, composta por laboratórios e universidades estadunidenses e internacionais, por terem desenvolvido este maravilhoso instrumento espectroscópico de última geração”, disse Kathleen Turner, gestora do programa DESI no Departamento de Física de Altas Energias do Ministério de Energia dos EUA. “Estamos todos ansiosos por utilizar a precisão singular do DESI para mapear a expansão do universo ao longo do tempo.”

Michael Levi, diretor do projeto DESI e cientista do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (o Berkeley Lab, pertencente ao Ministério de Energia dos EUA), que é a principal instituição do projeto, disse: “Este é o ponto culminante de 10 anos do trabalho duro de uma equipe incrivelmente dedicada e talentosa, e uma grande realização de todos os envolvidos”. Ele acrescentou: “Compreendemos e valorizamos o extraordinário privilégio que nos foi dado ao podermos trabalhar com este instrumento – ainda mais durante nossos tempos desafiadores enquanto, como cientistas, continuamos a explorar o que há além do nosso planeta.”

Preparando-se para reiniciar os testes do DESI

O plano focal do DESI, finalizado, que conta com 5.000 posicionadores robóticos, instalado no Telescópio Mayall. (Créditos: colaboração do DESI)

Ficou claro, em meados de março, que a fase final de testes do instrumento seria abruptamente suspensa devido ao fechamento temporário da maioria das atividades realizadas no Observatório Nacional Kitt Peak (Kitt Peak National Observatory, ou KPNO), onde o DESI se localiza, para reduzir o risco de propagação da COVID-19.

Os participantes do projeto se apressaram para realizar uma última captura de dados com o instrumento durante o fim de semana de 14 e 15 de março, antes de seu fechamento temporário na semana seguinte. Esses dados foram úteis para a análise do projeto relativa à etapa final de sua construção, conhecida como Decisão Crítica 4 (Critical Decision 4, ou CD-4).

Nos meses anteriores à redução temporária das atividades no KPNO, que é um programa do NOIRLab, da Fundação Nacional de Ciências dos EUA (National Science Foundation, ou NSF), os pesquisadores observaram de perto o funcionamento do DESI para corrigir percalços técnicos e assegurar-se de que seus componentes estão funcionando corretamente.

Agora os participantes do projeto dizem que estão ansiosos para retornar à etapa de testes do DESI em preparação para sua inicialização e missão de cinco anos. “As primeiras observações do instrumento foram muito gratificantes após anos de desenvolvimento”, disse Daniel Eisenstein, um porta-voz do DESI e professor de astronomia na Universidade de Harvard. “Agora todos da equipe estão ansiosos para aprender o que os dados do DESI têm a nos ensinar sobre o universo.”

DESI tem participação brasileira através do LIneA (Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia) e conta com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), além do próprio LIneA. A equipe brasileira contribuiu durante as fases preparatórias do DESI com o desenvolvimento de software para a avaliação da qualidade de dados e, atualmente, participa do trabalho científico realizado pela colaboração. Os nossos pesquisadores também estão envolvidos com o grupo de divulgação científica do DESI, trazendo os resultados para o público brasileiro.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




03 de julho de 2020

Membros do LIneA oferecem tutorial online ao vivo para os colaboradores da RNP

Na última quarta-feira (24/06) dois membros do LIneA apresentaram um tutorial online de 3 horas de duração sobre a ferramenta Jupyter Notebook ( jupyter.org). O público de 20 participantes que assistiram ao tutorial são colaboradores da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP ( www.rnp.br), organização parceira do LIneA.

O analista de sistemas Carlos Adean (Figura 1) abordou os aspectos técnicos envolvidos com a instalação do Jupyter. A instalação pode ser local na versão stand-alone dos notebooks ou na interface Jupyter Lab, quanto da instalação de um Jupyter Hub, uma plataforma multiusuário que suporta vários Jupyter Labs simultaneamente em um ambiente compartilhado. A cientista de dados Julia Gschwend (Figura 2) fez uma introdução aos conceitos básicos da ferramenta e duas demonstrações ao vivo de como se utiliza um Jupyter Notebook, com exemplos práticos de exploração e análise de dados astronômicos. A apresentação foi gravada e o vídeo está disponível no YouTube.

No segundo semestre, o LIneA vai oferecer um curso prático de Astrofísica baseado em Jupyter Notebooks. O curso contará com aulas semelhantes a este tutorial, contando também com uma introdução à linguagem Python. O público alvo é composto de estudantes de ensino médio e de estudantes de graduação de áreas vinculadas à Astronomia ou Física, que tenham curiosidade e interesse em aprender a manipular dados astronômicos. Detalhes do curso serão divulgados em breve aqui e nas redes sociais do LIneA.

Figura 1: Apresentação sobre aspectos técnicos da ferramenta Jupyter Notebook, por Carlos Adean.
Figura 2: Demonstração ao vivo da utilização da ferramenta para exploração de dados astronômicos, por Julia Gschwend.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




09 de junho de 2020

SORA: Uma nova ferramenta para ocultações estelares

Nesta semana membros do LIneA fizeram o pré-lançamento do software SORA (acrônimo para Stellar Occultations Reduction and Analysis). O pacote de programas foi desenvolvido pelos pesquisadores associados Altair R. Gomes-Júnior (UNESP Guaratinguetá), Bruno E. Morgado e Gustavo Benedetti-Rossi (Observatoire de Paris) e Rodrigo Boufleur (Observatório Nacional) e será utilizado na redução e tratamento de dados de ocultações estelares na era de grandes levantamentos de dados.

A técnica de ocultação estelar se baseia em medir o fluxo de luz de uma estrela conforme um objeto do Sistema Solar passa na frente dela. A partir de ocultações estelares é possível determinar o tamanho e a forma do objeto ocultador com uma precisão de poucos quilômetros. Além disso, determina-se no céu a posição do objeto que ocultou a estrela com uma precisão sem precedentes quando falamos de observações de solo. Nos últimos anos o Grupo do Rio teve um aumento considerável do número de eventos observados (Figura 1), que ocorreu principalmente devido ao lançamento do catálogo Gaia. Além disto, é esperado um crescimento ainda maior após o início das operações do Legacy Survey of Space and Time (LSST). A enorme quantidade de dados que vêm sendo produzida motivou estes pesquisadores a desenvolverem um conjunto de programas otimizados para a análise destes dados.

Figura 1: Número de ocultações estelares observadas por ano com participação do Grupo do Rio e colaboradores. Última atualização em 01/05/2020. Créditos: Grupo do Rio, Banco de dados de ocultações estelares.

Esta melhoria veio com o SORA, que faz a análise a partir da curva de luz obtida na ocultação (Figura 2) até obter a forma aparente do objeto no plano do céu (Figura 3). A primeira versão do SORA foi lançada no dia 20 de maio para a colaboração internacional, que irá realizar testes e validação científica. Este pacote de programas será o código base para a redução de ocultações estelares dentro do Portal TNO que está em desenvolvimento pelo LIneA e terá uma versão de acesso público para astrônomos amadores do mundo todo. Além disso o pacote já oferece toda a infraestrutura necessária para processar dados de futuros projetos como a Rede de Ocultações Sul-Americana.

Figura 2: Curva de luz de uma ocultação pelo Centauro (10199) Chariklo, mostrando a queda de fluxo da estrela ocultada quando o objeto e seu sistema de anéis passam em frente à mesma. Em vermelho está a curva de luz do modelo gerado pelo SORA. Créditos: SORA core team
Figura 3: Ajuste de uma elipse na projeção de Chariklo no plano do céu a partir das observações de uma ocultação, cada uma representada por uma linha azul (chamadas cordas) e com as barras de erro em vermelho nas extremidades. Em preto o melhor ajuste da elipse obtido pelo SORA e em cinza todas as elipses dentro da incerteza do ajuste. A linha pontilhada em verde representa uma observação em que o objeto não passou na frente da estrela, sendo chamada “corda negativa”. O N demarca a direção norte e o L o leste. Créditos: SORA core team

Este pacote Python foi desenvolvido com o apoio do projeto ERC LuckyStar que reune os esforços de pesquisadores Franceses, Brasileiros e Espanhóis, com suporte financeiro pelo European Research Council (Grant 2014-2020/ERC, No. 669416), FAPESP (proc. 2018/11239-8), CNPQ (proc. 300472/2020-0) e pelo LIneA e o INCT do e-Universo

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos, como os projetos Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é um laboratório apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). As atividades do LIneA vêm sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES e FAPERJ.




03 de abril de 2020

Membros do LIneA participam da Escola do Supercomputador Santos Dumont

Nos dias 6 e 7 de Fevereiro de 2020, membros do time de TI do LIneA participaram da Escola do Supercomputador Santos Dumont, realizada no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), localizado em Petrópolis, RJ. O evento fez parte da 18a. edição do Programa de Verão do LNCC. A escola ofereceu diversos minicursos à comunidade de usuários do supercomputador e de programação em computação de alto desempenho em geral. Maiores informações sobre a Escola de Verão do Supercomputador Santos Dumont podem ser encontradas neste link.

Alguns dos colaboradores do LIneA participaram de cursos de capacitação em computação de alta performance com foco na administração da infraestrutura de clusters de computadores e no uso de bibliotecas para o desenvolvimento e execução de algoritmos paralelos otimizados. Um dos objetivos do LIneA é dar apoio tecnológico à comunidade astronômica brasileira e a capacitação do time é de suma importância.

Foto dos tecnologistas do LIneA que participaram da 18a. edição do Programa de Verão do LNCC (da esquerda para a direita): Carlos Adean, Glauber Vila Verde, Valter de Lima e Cristiano Singulani. Ao fundo o local físico no LNCC onde fica instalado o Supercomputador Santos Dumont.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




20 de março de 2020

Estudantes afiliados ao LIneA participam de evento no Uruguai

Entre os dias 9 e 13 de março de 2020 ocorreu o X Taller de Ciências Planetárias na Sede do Centro Universitário Regional del Este (CURE) em Maldonado (Uruguai). Os Talleres são encontros que ocorrem desde 1999 e têm como objetivo principal o intercâmbio de ideias entre pesquisadores, professores e estudantes atuantes na área de Ciências Planetárias na América Latina. Dentre os temas discutidos estavam: Física e Dinâmica de corpos do Sistema Solar, monitoramento de pequenos corpos do Sistema Solar, caracterização dos objetos interestelares conhecidos, formação e evolução de sistemas planetários. Além disso, foi proporcionado aos participantes a oportunidade de discutir estratégias para melhorar as colaborações entre pesquisadores da América Latina. Nesse momento, foi possível a apresentação dos projetos observacionais que cada grupo está desenvolvendo atualmente, bem como as dificuldades enfrentadas.

Figura 1: foto oficial do evento. Créditos da imagem: Santiago Roland.

O mestrando Chrystian L. Pereira, afiliado ao LIneA, fez neste evento uma apresentação oral do trabalho intitulado “Size, shape and search for rings on (2060) Chiron from stellar occultations” (figura 2). A apresentação deste trabalho visa mostrar resultados preliminares da caracterização do centauro Chiron e da busca por anéis nas suas proximidades, utilizando dados de ocultações estelares.

Figura 2: mestrando Chrystian L. Pereira apresentando seu trabalho.

Resultados recentes vindos das ocultações estelares por 2002 MS4 foram apresentados pela doutoranda e também afiliada do LIneA Flavia L. Rommel (figura 3). Neste trabalho, dados adquiridos em 2019 foram utilizados para determinar tamanho e forma deste TNO (Trans-Neptunian Object). Os resultados apontam para um objeto pouco achatado com 770 km de diâmetro e cerca de 100 km menor do que esperado. Ambos os representantes do LIneA tiveram apoio do INCT do e-Universo.

Figura 3: apresentação oral do pôster pela doutoranda Flavia L. Rommel.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




13 de março de 2020

Reunião do Dark Energy Science Collaboration em Janeiro de 2020

Entre os dias 20 e 24 de Janeiro ocorreu a reunião da Dark Energy Science Collaboration (DESC), uma das colaborações científicas do Legacy Survey of Space and Time (LSST), realizada na Universidade do Arizona (Tucson, EUA). Esse evento acontece semestralmente desde o início do projeto e tem como objetivos: o compartilhamento de resultados com ampla discussão, uma melhor integração dos cientistas que colaboram remotamente, além de reuniões específicas para o alinhamento de projetos e tomadas de decisões que impactam os projetos científicos cobertos pelo DESC.

Esses eventos são organizados em plenárias gerais e em sessões paralelas dos grupos específicos de trabalho. No grupo de Aglomerados de Galáxias, foram discutidas diversos aspectos da utilização da simulação Data Challenge 2 (DC2), desenvolvida pela colaboração, relevantes para o grupo. Foi apresentado a estrutura do portal científico do LIneA que possibilita todo o workflow, partindo de catálogos co-adicionados até a detecção óptica de aglomerados de galáxias (realizado pelo WaZP cluster finder) e a proposta a sua aplicação na DC2. Além disso, também foi discutido a aplicação do código oficial a ser utilizado pelo grupo de aglomerados, no qual Michel Aguena é um dos principais desenvolvedores, e sua integração com os códigos que estão sendo desenvolvidos pelos outros grupos de trabalho da colaboração.

Quatro cientistas brasileiros (Luiz Nicolaci da Costa, Rogerio Rosenfeld, Julia Gschwend e Michel Aguena) participaram desta edição da reunião com apoio do INCT do e-Universo. Alguns destes cientistas apresentaram palestras com os resultados de seus trabalhos. Além disso, várias reuniões foram feitas com membros deste grupo de trabalho dando maiores detalhes sobre possíveis contribuições que a equipe do LIneA poderia oferecer ao projeto. Estas contribuições fazem parte da carta de intenções enviada no final de Novembro procurando aumentar o número de membros do Grupo de Participação Brasileiro (BPG) no LSST.

Foto oficial da reunião de colaboração, com mais de 130 pesquisadores escritos, tirada em frente ao Student Union da Universidade de Arizona.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




04 de março de 2020

LIneA e INCT e-Universo apoiam evento de capacitação de professores de física

Nos dias 21 e 22 de março será realizado o workshop “Física de Fronteira para a Sala de Aula” no colégio Andrews, localizado no bairro Humaitá. O evento tem como objetivo capacitar professores de física do nono ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio para incluírem temas da atualidade nas aulas regulares, trazendo a fronteira do conhecimento para a sala de aula em linguagem acessível e adequada ao público jovem.

Os temas variam desde a física de partículas, passando pelos diversos tópicos da astrofísica e da cosmologia, cobrindo até temas do cotidiano como o funcionamento do GPS baseado na teoria da relatividade de Einstein. A física moderna tem despertado bastante a curiosidade do público, especialmente após as recentes descobertas na área, tais como a confirmação da partícula bóson de Higgs no experimento LHC, a primeira detecção de ondas gravitacionais feita pelo experimento LIGO e a primeira imagem de um buraco negro capturada pelo ETH.

Workshops como este já vem sendo oferecidos na cidade de São Paulo na última década e agora estão sendo trazidos para o Rio de Janeiro graças à parceria entre o LIneA /INCT e-Universo e o International Centre of Theoretical Physics – South American Institute for Fundamental Research (ICTP-SAFIR) que possui uma unidade baseada no Instituto de Física Teórica da UNESP. Esta edição receberá aproximadamente 40 professores de escolas públicas e privadas e será a primeira de muitas que estão por vir. Esta iniciativa é parte do projeto Ciência na Escola do LIneA que engloba um conjunto de atividades para promover a educação e a divulgação científica, dois pilares importantes do INCT e-Universo. Os próximos eventos serão anunciados nos canais de comunicação de ambas instituições.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.

Figura 1



20 de fevereiro de 2020

Novos dados públicos do SDSS-IV já estão disponíveis no LIneA

No final de 2019 ocorreu a liberação pública do décimo sexto pacote de dados do Sloan Digital Sky Survey. O Data Release 16 (DR16), como é denominado, é o quarto pacote de dados público do Sloan Digital Sky Survey IV e inclui dados dos seguintes levantamentos: 1) Mapping Nearby Galaxies at APO (MaNGA), que realiza observações de cerca de 10.000 galáxias próximas com o objetivo de mapear propriedades físicas do gás e das estrelas nestes objetos; 2) Apache Point Observatory Galaxy Evolution Experiment (APOGEE), que publica espectros de alta resolução de estrelas da Galáxia e medidas de grandezas físicas obtidas a partir desses espectros; e 3) Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (eBOSS), focado em espectroscopia óptica de galáxias e quasares. O DR16 também proporciona imagens e espectros obtidos pelas versões anteriores do SDSS, mas que foram reprocessados.

Estes dados podem ser obtidos através dos seguintes serviços:

  1. Servidor de arquivos científicos (SAS): Mosaicos interativos de espectros e imagens.
  2. SkyServer: Acesso às bases de dados dos catálogos, via web e utilizando comandos de SQL.
  3. CasJobs: Ferramenta flexível e mais avançada de acesso aos catálogos, não apenas do DR16, mas também de pacotes anteriores.
  4. DR16 FITSAcesso direto a imagens e espectros no seu formato original.
  5. Modelo de dados: Detalhamento do SAS, de sua estrutura de diretórios, formatos de arquivos, etc.

Como parte de suas obrigações com a colaboração SDSS-IV, o LIneA mantem há mais de sete anos um espelho dos serviços SkyServer e CasJobs para facilitar o acesso a esses dados pela comunidade brasileira. Eles podem ser acessados através portal do LIneA neste link por qualquer pessoa, não sendo exclusivo para cientistas. Comentários, sugestões e solicitações podem ser feitas através do e-mail helpdesk@linea.gov.br.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




Rede de Ocultação Sul-Americana é pré-aprovada em consulta à Fundação John Templeton

Estamos na iminência de iniciar o maior levantamento fotométrico de estrelas e galáxias já feito na história da humanidade – o LSST (Legacy Survey of Space and Time). Ele também detectará um grande número de objetos do Sistema Solar, cerca de 40 mil TNOs (objetos Transnetunianos) e mais de 5 milhões de asteroides dentro do cinturão principal, além de NEOs (objetos próximos da Terra) e outros pequenos corpos do Sistema Solar.

Das várias perguntas que existem relacionadas à história e evolução do Sistema Solar, uma parcela delas pode ser abordada fazendo-se o estudo por meio de ocultações estelares. A estratégia operacional desse levantamento irá gerar um grande número de medidas astrométricas para pequenos corpos do Sistema Solar. Isso ajudará a otimizar rapidamente os parâmetros de suas órbitas, aumentando substancialmente o número de eventos de ocultação estelar, fornecendo previsões precisas desses eventos para TNOs e outros outros corpos.

LIneA por meio do Grupo do Rio, um grupo de pesquisa que estuda o Sistema Solar em diferentes frentes e que é referência internacional quando o assunto é ocultação estelar de TNOs, propôs recentemente a construção de uma rede de telescópios para estudar os tamanhos e formas desses objetos. Trata-se de um conjunto de 50 pequenos telescópios (classe 0,4 m) distribuídos pelo território brasileiro cobrindo quase 4.000 quilômetros de extensão, com potencial futura expansão dentro da América do Sul. O projeto ROSA – Rede de Ocultação Sul-Americana, como passou a ser conhecido, foi projetado e está sendo desenvolvido para operar de modo robótico a fim de otimizar sua operação e estender o seu alcance tanto para a comunidade astronômica quanto para facilitar um de seus outros principais objetivos, o desenvolvimento e acesso ao conhecimento por meio da prática de ciência cidadã. Para isso, o projeto buscará fazer parcerias com escolas onde as condições permitam a instalação dos sítios observacionais e, em contrapartida, oferecerá apoio intelectual, técnico e científico para estimular jovens dentro da ciência.

Figura 1: Distribuição dos sítios observacionais que compões o projeto ROSA. A localização de cada observatório ainda está sob debate uma vez que depende da viabilidade das condições meteorológicas que ainda estão sob estudo. A configuração apresentada apenas ilustra a disposição Norte-Sul fundamental do projeto. Os triângulos em azul representam a primeira fase, ou fase piloto da rede operando com 10 telescópios. Em triângulos pretos estão representados os demais 40 telescópios que compõe o projeto.Figura 1: Distribuição dos sítios observacionais que compões o projeto ROSA. A localização de cada observatório ainda está sob debate uma vez que depende da viabilidade das condições meteorológicas que ainda estão sob estudo. A configuração apresentada apenas ilustra a disposição Norte-Sul fundamental do projeto. Os triângulos em azul representam a primeira fase, ou fase piloto da rede operando com 10 telescópios. Em triângulos pretos estão representados os demais 40 telescópios que compõe o projeto.

A convite da LSSTC (LSST Corporation), empresa que administra a construção do projeto LSST, o LIneA submeteu sua proposta a um edital de financiamento da Fundação John Templeton, a fim de obter fundos para concretizar a primeira fase do projeto que tem como meta o desenvolvimento do telescópio protótipo e a instalação dos primeiros 10 sítios observacionais até 2023. Como resposta, somente dois projetos foram aprovados para a próxima fase, com destaque para o projeto ROSA. Em razão disso uma proposta completa foi submetida à fundação no mês de janeiro deste ano, com o apoio formal de mais de 10 instituições e cientistas brasileiros e estrangeiros, formando uma grande aliança para a concretização dessa iniciativa.

Além do serviço de ocultação estelar, a rede servirá como um apoio ao estudo de fenômenos transientes alertados pelo LSST e também poderá ser utilizado para outros estudos de base fotométrica, como a busca de exoplanetas, estudos de variabilidade em asteroides e estrelas. Um dos elementos críticos da rede é a integração entre a ciência e o público em geral, tendo as escolas como local de acolhimento. O objetivo é interagir com essas comunidades locais e seus estudantes oferecendo assistência, incentivos e assessoria a diversas atividades de divulgação de ciência. A disponibilização de tempo de telescópio pode ser utilizada para ajudar as universidades na formação de futuros professores. Além disso, um espaço online para compartilhar experiências e atividades desenvolvidas com base nos objetivos da rede é destinado como parte da assistência fornecida no desenvolvimento de atividades multidisciplinares, especialmente aquelas que utilizam tecnologia de programação como o Jupyter Notebook.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional (ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.