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02 de março de 2021

Reunião de Avaliação do Portal MaNGA

Prosseguindo com a agenda de avaliações dos portais desenvolvidos pela equipe LIneA, no dia 19 de fevereiro foi realizada a reunião para o MaNGA Portal. O portal vem sendo desenvolvido desde 2019 e teve uma primeira apresentação das suas funcionalidades em meados de 2020. Na primeira entrega, foi apresentada uma versão web da interface com visualizações simples, com poucas funcionalidades e sem uma base de dados associada. Após essa apresentação, foi feita uma reestruturação do portal – melhorando significativamente o desempenho, adicionado quase dez mil megacubos, ingerindo os metadados em um banco de dados PostgreSQL, incluindo imagens disponíveis através do serviço do SkyServer do SDSS mantido pelo LIneA.

Imagem 1: Apresentação do Portal por Matheus de Freitas

A reunião contou com uma introdução do Diretor do LIneA e, na sequência, uma apresentação e demonstração do portal (veja vídeo) por um de seus desenvolvedores – Matheus de Freitas.

Imagem 2: Landing page MaNGA Portal
Imagem 3: À esquerda, a lista de megacubos; à direita, heatmap da imagem (em azul) e o cutout ao lado.
Imagem 4: Gráficos de espectros e histogramas.

Ao final das apresentações, o grupo participante realizou um debate construtivo com possíveis ideias para o aprimoramento do Portal, quais os passos seguintes e utilidades da ferramenta para a comunidade científica.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Rogério Riffel (UFGRS), Thaisa Bergmann (UFRGS), Nícolas Mallmann (UFRGS), Rogemar Riffel (UFMS), Sandro Rembold (UFMS) e Gabriele Ilha (UFMS). Além da comissão, outros pesquisadores interessados no projeto foram convidados a participar da reunião.

Imagem 5: Comissão, convidados e equipe LIneA via Zoom.

A comissão ficou responsável pela elaboração de um relatório descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio prazo. A equipe do LIneA manterá contato com os membros da comissão participante, criando uma coparticipação, visando o suporte científico. As recomendações prioritárias — incluindo pequenas correções e melhorias — serão feitas de imediato. As outras recomendações e sugestões seguirão um plano elaborado descrevendo prioridades, cronograma e metodologias para a contribuição conjunta (descrevendo ferramentas, desenvolvimento e documentação), de maneira que o processo seja eficiente e organizado.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o Legacy Survey of Space and Time ( LSST).

LIneA é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. Atualmente as atividades do LIneA são apoiadas pela FINEP e pelo INCT do e-Universo.




01 de março de 2021

LIneA agora é membro da LSST Corporation

Em Janeiro de 2021 o LIneA foi aceito como membro da LSST Corporation (LSSTC), como mostra o texto da carta recebida em 19/01/2021:

A LSSTC, com sede em Tucson, Arizona (EUA), é uma corporação sem fins lucrativos criada para apoiar o Projeto LSST e promover a ciência da astronomia e da física. A LSSTC representa um consórcio de quase 40 membros institucionais, bem como 34 contribuintes internacionais representando 23 países. A LSSTC fará parceria com o National Science Foundation (NSF), Association of Universities for Research in Astronomy (AURA)¹, Department of Energy (DOE) e SLAC National Accelerator Laboratory (SLAC) nas operações do Observatório Rubin e permitirá a exploração dos dados do Legacy Survey of Space and Time (LSST).

A LSSTC está comprometida em promover e construir novos modos de colaboração interdisciplinar na interface da astronomia, física, ciência da computação, matemática e ciência da informação. Através do incentivo de bolsas para graduação e pós-doutorado, doações dos colaboradores, ações nas escolas, workshops, grupos de discussões e apoio de colaborações científicas, a LSSTC irá promover o treinamento de uma nova geração de jovens cientistas e pesquisadores, preparando a futura comunidade científica para os desafios que o Observatório Rubin LSST irá trazer.

Ao ingressar na LSST Corporation, o LIneA espera ajudar a promover a integração dos membros do Grupo de Participação Brasileira (BPG) ao projeto, especialmente para os jovens pesquisadores, além de contar com o apoio e a experiência da corporação na execução de programas educacionais locais.

Figura 1 – Ilustração dos grandes observatórios astronômicos operados pela AURA que entre outros inclui Cerro-Tololo Interamerican Observatory (CTIO), KItt Peak National Observatory (KPNO), Gemini Observatory, Vera C. Rubin Observatory e o Hubble Space Telescope. Opera ainda o Community Science and Data Center.

LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o Legacy Survey of Space and Time ( LSST).

LIneA é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. Atualmente as atividades do LIneA são apoiadas pela FINEP e pelo INCT do e-Universo.


¹ A Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia (AURA) é um consórcio de 47 instituições americanas e 3 afiliadas internacionais que opera observatórios astronômicos de classe mundial para a National Science Foundation e a NASA. O papel da AURA é estabelecer, nutrir e promover observatórios públicos e instalações que promovam pesquisas astronômicas inovadoras. A AURA é responsável pela gestão e operação bem-sucedidas de seus três centros: National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory (NOIRLab) da NSF; o Observatório Solar Nacional (NSO) e o Space Telescope Science Institute (STScI).




14 de janeiro de 2021

DES torna público seis anos de dados com o DR2

O Dark Energy Survey (DES), em colaboração com o Fermilab, o National Center for Supercomputing Applications (NCSA), o NOIRLab e com o LIneA, torna público seu catálogo de imagens e dados astronômicos coletados ao longo de seis anos. A liberação pública dos dados acontece no dia 14 de Janeiro.

A segunda liberação pública de dados do DES (DR2) é uma coletânea de imagens e objetos identificados no DES com o objetivo de compreender a expansão acelerada do universo e o fenômeno da energia escura, cobrindo 5.000 graus quadrados no Hemisfério Sul (um oitavo de todo o céu). Além destas pesquisas e complementando os resultados científicos já alcançados pela colaboração, o DR2 vai permitir muitas outras pesquisas, como por exemplo, a possível descoberta de novos objetos do Sistema Solar e a investigação da natureza das primeiras galáxias, explicando como as primeiras estrelas do Universo foram formadas, além de vínculos importantes sobre a matéria escura. O DR2 é um dos maiores catálogos astronômicos liberados publicamente até hoje.

Figura 1:Portais de acesso aos dados do segundo release do Dark Energy Survey

As novidades envolvendo o DR2 incluem: 1) quase 700 milhões de objetos astronômicos – com base nos 400 milhões catalogados com o lançamento anterior (DR1); 2) refinamento da técnica de calibragem, melhorando a qualidade e a estimativa da distribuição de matéria no Universo. Os dados coletados serão disponibilizados em milhares de imagens do céu, e também no formato de catálogos dos objetos referentes a estas imagens.

Figura 2: Esta é a galáxia elíptica NGC 474, que foi imageada pelo DES. As galáxias elípticas são caracterizadas pela sua aparência suave quando comparadas com as galáxias espirais, uma das quais está à esquerda da NGC 474. A imagem está orientada com o Sul para cima e o Oeste para a esquerda. A vizinha e colorida galáxia espiral NGC 470 tem uma aparência floculenta, intercalando faixas de poeira e braços espirais. NGC 474 está a 31 megaparsecs de distância (100 milhões de anos-luz) do Sol, na constelação de Peixes. A região em torno de NGC 474 mostra estruturas diferenciadas como ‘caudas de maré’ ou ‘cascas de estrelas’, compostas por centenas de milhões de estrelas. Estas características são provavelmente devidas a recentes (dentro dos últimos bilhões de anos) encontros de galáxias menores com o corpo principal da NGC 474 ou passagens próximas de galáxias vizinhas, como a espiral NGC 470. Foto: DES/NOIRLab/NSF/AURA. Agradecimentos: Processamento de imagem: DES, Jen Miller (Gemini Observatory/NSF’s NOIRLab), Travis Rector (University of Alaska Anchorage), Mahdi Zamani; Davide de Martin. Curadoria de imagem: Erin Sheldon, Brookhaven National Laboratory.

O DR2 conta com um grande esforço do Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia, na forma de uma plataforma onde o usuário pode acessar as imagens coadicionadas1 do levantamento do DES, os catálogos de objetos e mapas, além da possibilidade de serem efetuadas buscas nos catálogos principais do DR1 e DR2. O site que já estava disponível para a primeira liberação de dados do DES foi completamente reformulado, de forma a facilitar o trabalho do cientista. Além das funções triviais de acesso e visualização das imagens e buscas no banco de dados, o usuário, por exemplo, pode inserir uma lista de posições de objetos, inspecioná-los, e depois baixar estas imagens. Outra função é a possibilidade de comparar campos específicos nas imagens das duas versões (DR1 e DR2), ou selecionar objetos via busca no banco de dados e diretamente inspecionar cada objeto – comparando com outros levantamentos públicos (2MASS, SDSS, Gaia EDR3, etc) – e buscar informações sobre objetos próximos no banco de dados do NASA Extragalactic Database ( NED) ou no VizieR. O trabalho foi completamente desenvolvido pela equipe do LIneA, onde o time de TI interagiu com os cientistas na coordenação do trabalho. Além disso, contou com a interação das equipes do NCSA e da colaboração do DES na busca por soluções práticas para os cientistas.

Além deste serviço desenvolvido pelo LIneA e instalado nas máquinas do NCSA em Illinois, EUA, estamos trabalhando para que nos próximos meses seja instalada uma versão pública hospedada no Brasil, com acesso às imagens e catálogos. Este trabalho envolve um grande esforço, desde a transferência dos dados no NCSA até a instalação do servidor e disponibilização das máquinas para o uso público. Vale ressaltar que o volume de dados é muito grande e seria inviável para pesquisadores individuais ou organizações terem acesso ao conjunto de dados sem as estruturas e ferramentas necessárias.

Figura 3: Landing page do LIneA Science Server, mostrando as quatro principais ferramentas desenvolvidas para o DES.

“A disponibilização pública dos dados de seis anos do Dark Energy Survey, conhecido como DR2, aqui pelo LIneA, é mais um importante passo na implantação de um Centro de Dados Astronômicos no Brasil. Já fazemos isso para outro importante levantamento – o Sloan Digital Sky Survey há mais de 10 anos – e estamos pleiteando hospedar os dados do Legacy Survey of Space and Time, que fará um filme da metade do céu durante 10 anos registrando variações de brilho e posição de objetos, além de um censo dos objetos do sistema solar. Um dos maiores benefícios de ter esses acervos no LIneA é ter os dados próximos da infraestrutura de processamento do LIneA e do supercomputador Santos Dumont para facilitar a análise científica por pesquisadores brasileiros evitando a transferência de grandes volumes de dados através de conexões internacionais ou depender de acesso a centros de computação em outros países.” disse Luiz Nicolaci da Costa, diretor do LIneA.

Os dados completos do DR2 estão online e disponíveis para que o público faça suas descobertas aqui

Figura 4: A linha em branco delimita a área de 5 000 graus quadrados coberta pelo levantamento do DES, onde o céu visível é representado pela esfera em preto, como visto pela ferramenta SkyViewer do LIneA Science Server. A área coberta pelo DES corresponde a aproximadamente um oitavo da esfera celeste.

Agradecemos o apoio do Laboratório Nacional de Computação Científica onde está instalado o cluster de computadores do LIneA, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa pelo suporte na transmissão dos dados e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do e-Universo pelo suporte com pessoal e equipamento.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), e o Legacy Survey of Space and Time (LSST).

O LIneA é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. Atualmente as atividades do LIneA são apoiadas pela FINEP, e CNPq e FAPERJ através do programa dos INCTs.




22 de dezembro de 2020

Reunião de Avaliação do LIneA Science Server

Seguindo a agenda de avaliações previstas, no dia 15 de dezembro aconteceu a reunião para avaliar o novo release do LIneA Science Server. O Science Server é um serviço oferecido para toda comunidade, atualmente hospedado no National Center for Supercomputing Applications (NCSA), para acesso aos dados públicos do Dark Energy Survey (DES). Em funcionamento desde 2018, quando os dados dos três primeiros anos de observação foram tornados públicos (DR1), a plataforma foi recentemente revisitada pela equipe técnica e científica do LIneA em preparação para a disponibilização pública dos dados finais do projeto e dos seus seis anos de observação (DR2) – disponível em janeiro de 2021. Atualmente o Science Server tem um total de quase 400 usuários e mais de 6 mil sessões. O Science Server faz parte – assim como os sistemas Quick Reduce e o DES Science Portal – da contribuição do LIneA com o projeto DES em troca da participação de pesquisadores brasileiros.

Foto:Apresentação LIneA Science Server

A reunião contou com uma explanação inicial sobre o portal, os processos de desenvolvimento, o esforço realizado em termos de pessoas-hora para diferentes perfis de profissionais, os desafios para melhorar o funcionamento do portal e a importância de apresentar um tutorial para explorar da melhor forma o Science Server. Na sequência, foi apresentada uma demonstração do uso das ferramentas disponíveis no portal, sendo: 1) Sky Viewer – visualiza imagens adicionadas; 2) Target Viewer – upload da lista de alvos para inspeção individual; 3) Tile Viewer – inspeção de tiles; 4) User Query – interface para realizar buscas no banco de dados contendo o catálogo de objetos.

Na reunião foram também comentados os planos de: 1) disponibilizar os dados também aqui no Brasil a partir de Fevereiro; 2) integrar à ferramenta outros grandes acervos como o SLOAN, WISE, GAIA; 3) oferecer um curso de treinamento no uso da ferramenta para estudantes e pesquisadores brasileiros previsto para o segundo trimestre de 2021.

Foto: Landing page LIneA Science Server.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Hugo Camacho (USP), Martin Banda (ON/LIneA), Michel Aguena (USMB), Rodrigo Boufleur (ON/LIneA). Os membros da comissão estão encarregados de fazer um relatório descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre novas implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio-prazo.

Esta reunião foi a segunda de uma série de avaliações previstas para os próximos dois meses. As próximas reuniões previstas são: 1) uma avaliação do Portal MaNGA desenvolvido a pedido dos pesquisadores brasileiros no BPG-SDSS para a visualização dos resultados da análise do grande número de cubos observados pelo levantamento MaNGA do projeto SDSS-IV apoiado pelo LIneA; e 2) o projeto de infraestrutura sendo desenvolvido para viabilizar o uso dos serviços do LIneA pela comunidade como previsto no Plano Diretor do laboratório.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




15 de dezembro de 2020

LIneA Organiza Reunião de Avaliação do Portal SSO

No dia 10 de dezembro o LIneA promoveu a reunião de avaliação do Solar System Objects Portal, seguindo o mesmo formato das reuniões de avaliação internacional feitos ao longo dos anos sobre o Dark Energy Survey (DES), Science Portal e o protótipo do sistema de monitoramento desenvolvido para o projeto Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI). O objetivo deste tipo de reunião é obter da parte de uma comissão composta de pesquisadores/técnicos interessados uma avaliação do trabalho realizado pela equipe do LIneA, seja no desenvolvimento de uma plataforma científica ou de um novo serviço de interesse de um determinado grupo e fazer recomendações em diferentes fases do projeto. Neste caso, a plataforma em questão era o Portal que foi desenvolvido há três anos pela equipe de TI do LIneA e que veio passando por melhorias ao longo deste tempo. Este portal atende uma demanda do grupo Transneptunian Occultation Network (TON), e já se encontra em um estágio avançado de desenvolvimento

Foto: Apresentação do Portal SSO.

A motivação inicial para criar o SSO Portal foi o de explorar o potencial oferecido para a predição de eventos de ocultação estelar pelo grande acervo de dados acumulados pelo DES, entre os anos de 2013 e 2019, e os dados do satélite GAIA com alta precisão astrométrica. O acervo consiste em mais de 130,000 exposições ou 8 milhões de CCDs, sendo da ordem de 370 mil objetos do sistema solar identificados em 2 milhões de CCDs.

A reunião consistiu de duas apresentações comentando sobre diferentes aspectos do processo de desenvolvimento, métricas sobre o escopo do projeto em termos, por exemplo, do número de linhas de código, o esforço realizado em termos de pessoas-hora para diferentes perfis de profissionais, as dificuldades técnicas encontradas ao longo do processo e o desafio de reconciliar as exigências de vários projetos em paralelo com diferentes prazos de entrega. As apresentações foram seguidas por um demo ao vivo do portal. Ao final, foi realizado um construtivo debate sobre quais devem ser os próximos passos no desenvolvimento, bem como o futuro uso da ferramenta para explorar outros conjuntos de dados.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Júlio Camargo (ON), Felipe Ribas (UFTPR), Gustavo Rossi (OBSPM), Altair Gomes (UNESP) e Bruno Morgado (OBSPM). Os membros da comissão estão encarregados de fazer um relatório por escrito descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre novas implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio-prazo.

Foto: Comissão e membros do LIneA via Zoom.

Esta reunião foi a primeira de uma série de avaliações previstas para os próximos dois meses que inclui: 1) uma avaliação da mais recente versão do LIneA Science Server, que entrará no ar no início de Janeiro, primeiro no NCSA e mais tarde aqui no LIneA, para explorar seis anos de dados do DES; 2) uma avaliação do Portal MaNGA desenvolvido a pedido dos pesquisadores brasileiros no BPG-SDSS para a visualização dos resultados da análise do grande número de cubos observados pelo levantamento MaNGA do projeto SDSS-IV apoiado pelo LIneA; e 3) o projeto de infraestrutura sendo desenvolvido para viabilizar o uso dos serviços do LIneA pela comunidade como previsto no Plano Diretor do laboratório.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




Diretor do LIneA participa do 21º Workshop RNP abordando o tema e-Ciência

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realizou nos dias 7 e 8 de dezembro seu 21º Workshop, pela primeira vez totalmente digital.

Este ano o tema da edição foi “Respirando Inovação“. A programação do evento contou com diversas palestras e painéis envolvendo assuntos como: Gestão de identidade, cibersegurança, educação, telessaúde, campus inteligente, iniciativas, redes avançadas, ciberinfraestrutura, videocolaboração, gestão e monitoramento de redes, indústria 4.0, agro, apoio à e-Ciência, plataformas para experimentação, escritório inteligente e comitês técnicos.

A convite do Comitê de Programa do WRNP 2020, o diretor do LIneA (Luiz Nicolaci da Costa) participou do debate no painel “e-Ciência: desafios para fazer o uso dos 100G” junto com Lubia Vinhas (coordenação de Observação da Terra no INPE), Renato Santana (assistente em Ciência e Tecnologia no CBPF) e Alex Moura (especialista da RNP), sob mediação do Michael Stanton.

Foto: Painel e-Ciência no 21º WRNP / Fonte: Site RNP

A e-Ciência trabalha com grandes volumes de dados, sendo assim, é necessário uma rede de alta capacidade para o compartilhamento desse grande fluxo de dados, permitindo o processamento e compartilhamento dessas informações, resultando em conhecimento.

Cada participante apresentou as atividades realizadas pelas instituições, demonstrando que a demanda é expressiva e a importância da rede ser capaz de sustentar a grande base de dados. O debate resultou em um consenso entre as instituições integrantes do ecossistema e-Ciência: é preciso mais investimento do Governo Federal no que tange o upgrade das redes utilizadas pelos pesquisadores.

“O que falta é coordenação. Se juntarmos nossas necessidades e a apresentarmos juntos ao MCTI conseguiremos mostrar o grande impacto desses investimentos para o futuro do Brasil, com um projeto a longo prazo”, explicou Nicolaci, diretor geral do LIneA.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.

Fonte: https://www.rnp.br/noticias/internet-quantica-rede-100-gb/s-e-e-ciencia-sao-destaques-no-segundo-dia-do-wrnp2020




01 de dezembro de 2020

Instalação do Lustre

A primeira fase de implementação do Lustre (Parallel distributed file system) que consiste na instalação da parte física foi concluída pelo grupo de TI do LIneA.

Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.

No final do mês de Novembro a fase dois, instalação lógica – configuração de rede, disponibilização das áreas ou volumes e de armazenamento – começa a ser executada e, por fim, na fase três desse processo, mudanças na infraestrutura serão feitas para utilização dessa nova solução de armazenamento.

O Lustre Filesystem permite alto desempenho computacional e foi projetado para ter vazão de 100 Gbps com armazenamento em discos SSD (70 TB) e HDD (500 TB), num total de 570 Terabytes de capacidade de armazenamento. A alta capacidade de armazenamento do Lustre Filesystem foi desenvolvida para atender a grande demanda de dados que serão produzidos pelo LSST. Além disso, o novo Lustre foi projetado para ser modular, ou seja, se houver a necessidade de expandi-lo futuramente, a arquitetura do sistema permitirá que a equipe de TI do LIneA aumente sua capacidade de armazenamento e vazão (throughput) de forma mais simples.

Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.
Fotos: Instalação parte física Lustre / Autor: Carlos Adean.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




13 de outubro de 2020

The Dark Energy Survey: a história de um experimento cosmológico

Há 40 anos atrás grandes projetos internacionais na área de cosmologia observacional envolviam da ordem de 20 a 30 pessoas entre pesquisadores, alunos e tecnologistas. Alguns exemplos destes extensos levantamentos astronômicos pioneiros são o CfA Redshift Survey (1977) e sua extensão na década de 1990 para o hemisfério sul – o Southern Sky Redshift Survey (SSRS), ambos conduzidos por equipes no Harvard Smithsonian Center for Astrophysics e pelo Observatório Nacional. De lá pra cá os tempos mudaram e agora, na era da cosmologia de precisão, projetos como o Sloan Digital Sky Survey (SDSS), o Dark Energy Survey (DES) e o Legacy Survey of Space and TIme (LSST) envolvem dezenas de instituições espalhadas pelo mundo, com no mínimo 500 pessoas envolvidas. Estas equipes possuem uma ampla gama de profissionais com os mais variados backgrounds devido à complexidade da instrumentação, ao volume de dados gerados que requer novas técnicas e algoritmos, e às sofisticadas técnicas de análise, o que exige dos pesquisadores múltiplos conhecimentos.

Seguindo a tentativa de descrever estes experimentos astronômicos gigantescos que envolvem pessoas de vários países, foi lançado no dia 13 de outubro numa cerimônia remota sediada em Londres o livro “The Dark Energy Survey: The story of a cosmological experiment”. O livro conta um pouco da história e captura as várias facetas deste experimento moderno. Com um prefácio do Astrônomo Real Martin J. Rees o livro é dirigido a cientistas, tomadores de decisão, cientistas sociais e engenheiros, bem como a qualquer pessoa interessada em cosmologia e astrofísica. A equipe do LIneA contribuiu com o capítulo 7 intitulado DES as a Big Data Machine onde o portal científico desenvolvido pelo LIneA (figura 1) é apresentado.

Figura 1: Página inicial desenvolvida pelo LIneA como portal científico para o Dark Energy Survey

O livro pode ser encomendado diretamente no website da editora World Scientific ou pela Amazon website.

Figura 2: Capa do livro a ser lançado dia 13 de outubro sobre o DES

Procurando difundir os trabalhos realizados pela equipe do LIneA e seus associados, além de notícias de interesse geral, mantemos um blog, uma conta no Facebook, no Twitter, além de um canal no Youtube. Periodicamente também circulamos o LIneA News contendo notícias e informações sobre a série de webinars patrocinado pelo LIneA. Para se registrar basta clicar aqui. A maioria dos webinars são feitos por pesquisadores internacionais superando desta forma as barreiras geográficas e mantendo os participantes atualizados sobre as mais recentes descobertas em diferentes áreas, novas tecnologias e novos projetos.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




08 de outubro de 2020

LIneA participa da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O INCT do e-Universo em colaboração com o LIneA e o Planetário-RJ está promovendo, como contrapartida destas instituições, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, e o Ciclo de Palestras de Astronomia. As palestras serão transmitidas pelo canal https://www.youtube.com/user/lineamcti e ocorrerão de 19 a 23 de outubro de 2020.

Cada palestra vai abordar um tema recente da Astronomia. Na segunda-feira o tema central será os buracos-negros supermassivos nos centros das galáxias, com o professor Jaderson Schimoia da Universidade Federal de Santa Maria. Na terça-feira o tema será os confins do Sistema Solar depois da órbita do planeta Netuno, com o professor da UNESP Altair Gomes. Na quarta-feira o professor Alex Wuensche do INPE falará sobre nosso futuro em relação à Astronomia. Na quinta-feira o pós-doutorando do LIneA Adriano Pieres dissertará sobre a nossa Galáxia – a Via-Láctea  –  e finalmente na sexta-feira a professora Mariana Penna Lima da Universidade de Brasília vai abordar os assuntos relacionados à expansão do Universo.

As palestras são dirigidas ao grande público, numa iniciativa de promover a divulgação científica e a popularização da Ciência. Haverá uma sessão de perguntas depois de cada palestra onde você poderá tirar suas dúvidas e questionamentos sobre o assunto. A intenção é que a linguagem seja de fácil alcance, de forma que pessoas do grande público possam entender mais facilmente os conceitos abordados, vindo de cientistas que trabalham cotidianamente com o assunto.

Procurando difundir os trabalhos realizados pela equipe do LIneA e seus associados, além de notícias de interesse geral,  mantemos um blog, uma conta no Facebook, no Twitter, além de um canal no Youtube.  Periodicamente também circulamos o LIneA News contendo notícias e informações sobre  a série de webinars patrocinado pelo LIneA.  Para se registrar basta clicar aqui. A maioria dos webinars são feitos por pesquisadores internacionais superando desta forma as barreiras geográficas e mantendo os participantes atualizados sobre as mais recentes descobertas em diferentes áreas,  novas tecnologias e novos projetos.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.




26 de agosto de 2020

Ocultação estelar com recorde de observações

A colaboração internacional entre pesquisadores brasileiros (TON/LIneA), espanhóis e franceses (ERC Lucky Star – https://lesia.obspm.fr/lucky-star/) realizou no dia 08 de agosto uma campanha observacional para detectar a ocultação estelar do objeto chamado 2002 MS4. Este objeto está entre os maiores objetos Trans-Netunianos (TNOs) conhecidos e é candidato a planeta anão. Houve uma grande mobilização de astrônomos amadores e profissionais, resultando na maior quantidade de dados já obtidos para ocultações por TNOs!

De acordo com a predição, a sombra do objeto passaria pela Terra, com observação favorável para telescópios do norte da África, Europa e Ásia Ocidental. Foi então realizado um enorme esforço para a organização de uma campanha de observação, alertando e instruindo observadores profissionais e amadores desta região. Uma página contendo todas as informações do evento e orientações para as observações foi criada e enviada para os observadores (confira aqui: https://lesia.obspm.fr/lucky-star/campaigns/2020-08-08_2002MS4.html).

Mais de uma centena de astrônomos confirmaram a participação no evento e um total de 116 telescópios (até o momento) estavam preparados para realizar a observação (Figura 1).

Figura 1 – visão geral da localização de todos os telescópios que participaram da campanha observacional da ocultação do TNO 2002 MS4. Em amarelo estão representadas as localizações com detecções do corpo principal, em azul os telescópios que não detectaram a ocultação e em roxo onde as condições meteorológicas não permitiram a aquisição de dados.

Dentre os conjuntos de dados que já estão sendo analisados, 62 deles serão utilizados para a determinação das características físicas, como tamanho e forma, do 2002 MS4. Além disso, os dados de telescópios que não detectaram a ocultação pelo corpo principal serão cuidadosamente analisados na busca por estruturas nos arredores do corpo (como anéis, satélites ou jatos de material). Este é um recorde de observações de uma única ocultação para um TNO e só é menor que a observação da ocultação por um satélite de Netuno, Tritão, que ocorreu em 2017, também coordenado pela equipe internacional.

Após o lançamento do catálogo Gaia e o esforço de astrônomos brasileiros do TON/LIneA e a colaboração internacional, o número de ocultações estelares com predições cada vez mais precisas vem aumentando, o que incentiva também a participação da comunidade no desenvolvimento científico de ponta: basta ter um pequeno telescópio, uma câmera de aquisição de imagens e um protocolo de sincronização de tempo (NTP) que pode ser facilmente encontrado na internet. Todos os eventos previstos podem ser encontrados no site da Lucky Star ( https://lesia.obspm.fr/lucky-star/ – em inglês).

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.