Nova plataforma ajuda a desvendar mistérios do Universo utilizando Big Data

15 de setembro de 2021 | LIneA

O software de código aberto transformará as ferramentas dos astrônomos para analisar grandes volumes de dados do LSST.

Comunicado

Uma ampla colaboração de longo prazo entre as Universidades de Carnegie Mellon e Washington visa criar novas plataformas de software para analisar grandes conjuntos de dados astronômicos gerados pelo projeto Legacy Survey of Space and Time (LSST), que será realizado pelo Vera C. Rubin Observatory no norte do Chile. As plataformas de código aberto fazem parte da Interdisciplinary Network for Collaboration and Computing (LINCC) do LSST, e irão mudar fundamentalmente a forma como os cientistas usam métodos computacionais modernos para dar sentido ao big data.

Aproveitando a oportunidade, o LSST Corporation criou a Interdisciplinary Network for Collaboration and Computing (LINCC), cujo lançamento foi anunciado em 9 de agosto de 2021 no Rubin Observatory Project Community Workshop. Um objetivo principal do LINCC é criar novas técnicas de análise e aprimoradas que possam acomodar a escala e a complexidade dos dados, criando pipelines de descoberta úteis e significativas para os dados do LSST.

“Nosso objetivo é maximizar a produção científica e o impacto social do LSST, e essas ferramentas de análise farão exatamente isso”, disse Jeno Sokoloski, Diretor de Ciência do LSST Corporation. “Eles estarão disponíveis gratuitamente para todos os pesquisadores, alunos, professores e membros do público em geral.”

A partir do projeto Legacy Survey of Space and Time (LSST), o Rubin Observatory, dará início a uma era de ouro para a astronomia no domínio do tempo, coletando e processando mais de 20 terabytes de dados a cada noite – e até 10 petabytes a cada ano durante 10 anos – e irá construir imagens compostas e detalhadas do céu meridional. Ao longo de sua esperada década de observações, os astrofísicos estimam que a câmera do Rubin Observatory, irá detectar e capturar imagens de cerca de 30 bilhões de estrelas, galáxias, aglomerados de estrelas e asteroides. Cada ponto no céu será visitado cerca de 1.000 vezes ao longo dos 10 anos da pesquisa, fornecendo aos pesquisadores dados valiosos de séries temporais.

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1. Instalação da cúpula do Observatório Rubin (fornecida por Dome Surveyor, Oscar Rivera)

“Ferramentas que utilizam o poder da computação em nuvem permitirão a qualquer pesquisador realizar suas pesquisas e analisar dados na escala do LSST, não apenas acelerando a taxa em que fazemos descobertas, mas mudando as questões científicas que podemos fazer”, disse Andrew Connolly da Universidade de Washington.

Por meio desse novo projeto, novos algoritmos e pipelines de processamento desenvolvidos no LINCC poderão ser usados ​​em campos da astrofísica e cosmologia para filtrar sinais falsos, filtrar ruídos nos dados e sinalizar objetos potencialmente importantes para observações de acompanhamento. As ferramentas desenvolvidas pelo LINCC apoiarão um “censo de nosso sistema solar” que mapeará os cursos dos asteroides; ajudará os pesquisadores a entender como o universo muda com o tempo; e construirá uma visão 3D da história do universo.

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2. LSST Interdisciplinary Network for Collaboration and Computing

O LIneA é membro do LSST Corporation e pretende participar desse programa, em particular através de um acordo sendo estabelecido com o Data Intensive Research in Astrophysics and Cosmology (DIRAC).

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey (DES), Sloan Digital Sky Survey (SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI),  Legacy Survey of Space and Time (LSST) e outros projetos internacionais como o Transneptunian Occultation Network (TON).

O LIneA é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. Atualmente as atividades do LIneA são apoiadas pela FINEP e pelo INCT do e-Universo

Fontes: Press release Carnegie Mellon University | Press release NOIRLab

Images: 1) Rubin Obs/NSF/AURA; 2) Help Guide LSSTC’s Fundraising Efforts.

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