Reunião de Avaliação do LIneA Science Server

22 de dezembro de 2020 | LIneA

Seguindo a agenda de avaliações previstas, no dia 15 de dezembro aconteceu a reunião para avaliar o novo release do LIneA Science Server. O Science Server é um serviço oferecido para toda comunidade, atualmente hospedado no National Center for Supercomputing Applications (NCSA), para acesso aos dados públicos do Dark Energy Survey (DES). Em funcionamento desde 2018, quando os dados dos três primeiros anos de observação foram tornados públicos (DR1), a plataforma foi recentemente revisitada pela equipe técnica e científica do LIneA em preparação para a disponibilização pública dos dados finais do projeto e dos seus seis anos de observação (DR2) – disponível em janeiro de 2021. Atualmente o Science Server tem um total de quase 400 usuários e mais de 6 mil sessões. O Science Server faz parte – assim como os sistemas Quick Reduce e o DES Science Portal – da contribuição do LIneA com o projeto DES em troca da participação de pesquisadores brasileiros.

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Foto:Apresentação LIneA Science Server

A reunião contou com uma explanação inicial sobre o portal, os processos de desenvolvimento, o esforço realizado em termos de pessoas-hora para diferentes perfis de profissionais, os desafios para melhorar o funcionamento do portal e a importância de apresentar um tutorial para explorar da melhor forma o Science Server. Na sequência, foi apresentada uma demonstração do uso das ferramentas disponíveis no portal, sendo: 1) Sky Viewer – visualiza imagens adicionadas; 2) Target Viewer – upload da lista de alvos para inspeção individual; 3) Tile Viewer – inspeção de tiles; 4) User Query – interface para realizar buscas no banco de dados contendo o catálogo de objetos.

Na reunião foram também comentados os planos de: 1) disponibilizar os dados também aqui no Brasil a partir de Fevereiro; 2) integrar à ferramenta outros grandes acervos como o SLOAN, WISE, GAIA; 3) oferecer um curso de treinamento no uso da ferramenta para estudantes e pesquisadores brasileiros previsto para o segundo trimestre de 2021.

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Foto: Landing page LIneA Science Server.

A comissão contou com a participação dos pesquisadores: Hugo Camacho (USP), Martin Banda (ON/LIneA), Michel Aguena (USMB), Rodrigo Boufleur (ON/LIneA). Os membros da comissão estão encarregados de fazer um relatório descrevendo suas opiniões, comentários gerais sobre o trabalho, recomendações sobre novas implementações e o futuro da ferramenta a curto e a médio-prazo.

Esta reunião foi a segunda de uma série de avaliações previstas para os próximos dois meses. As próximas reuniões previstas são: 1) uma avaliação do Portal MaNGA desenvolvido a pedido dos pesquisadores brasileiros no BPG-SDSS para a visualização dos resultados da análise do grande número de cubos observados pelo levantamento MaNGA do projeto SDSS-IV apoiado pelo LIneA; e 2) o projeto de infraestrutura sendo desenvolvido para viabilizar o uso dos serviços do LIneA pela comunidade como previsto no Plano Diretor do laboratório.

O LIneA e o INCT do e-Universo tem como missão apoiar a participação de pesquisadores associados a instituições brasileiras em grandes levantamentos astronômicos como o Dark Energy Survey ( DES), Sloan Digital Sky Survey ( SDSS), Dark Energy Spectroscopic Instrument ( DESI), e o LargeSynoptic Survey Telescope ( LSST). O LIneA, criado em 2010, é apoiado pelo Observatório Nacional ( ON), pelo Laboratório Nacional de Computação Científica ( LNCC) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa ( RNP). Em janeiro de 2020 o LIneA transformou-se em uma associação, para dar continuidade a missão de atuar como um instituto de ciência e tecnologia para viabilizar a participação de pesquisadores envolvidos em grandes colaborações internacionais; apoiar centros emergentes, fornecendo uma infraestrutura computacional; acesso a um acervo de dados astronômicos; e desenvolver soluções para problemas de big data nas áreas de astronomia e cosmologia. As atividades do LIneA vem sendo apoiadas ao longo dos anos pelo MCTIC, FINEP, FAPERJ, FAPERGS e a FAPESP. O programa INCT tem o apoio do CNPq, CAPES, e FAPERJ.

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