Nem só de energia escura trata o levantamento DES

05 de dezembro de 2018 | LIneA
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Figura 1 – Adriano fazendo a apresentação dos trabalhos do grupo de estudos da Via Láctea. Créditos da imagem: M. Maia.

No primeiro dia da reunião da colaboração Dark Energy Survey ( DES), em Campinas, foram apresentados alguns resultados sobre estudos da Via Láctea, na reunião plenária. Adriano Pieres (LIneA) fez uma resenha dos recentes trabalhos desenvolvidos por seus colegas, em nome do grupo de trabalho científico sobre a Via Láctea.

Dentre os vários resultados obtidos por este grupo, destacamos:

  • A caracterização dos componentes das estrelas da Via-Láctea que foram observadas pelo DES. Após um longo período de desenvolvimento de ferramental para análise, finalmente os resultados foram alcançados e apresentados à colaboração (Figura 2). O resultado foi a identificação de novas estruturas resultantes de ruptura de aglomerados de estrelas e de galáxias satélites por efeitos de forças de maré.
  • O conjunto de estrelas variáveis RR Lyrae, mapeadas pelo DES. Determinação do período de variabilidade de luminosidade de estrelas variáveis com dados pouco amostrados (na verdade não destinados a esta finalidade), mas que podem ajudar a mapear concentrações de estrelas localizadas no halo da Via Láctea.
  • Os corpos celestes conhecidos como Anãs Marrons, dentro da área do DES. Eles não são estrelas, pois não sustentam reações nucleares de fusão e devem ser um dos corpos mais numerosos do Universo. A distribuição destes objetos é pouco conhecida nas vizinhanças do Sol, e o conjunto total destes corpos celestes classificados como “anãs marrons” representa a maior classificação deste tipo já feita em um levantamento astronômico;
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Figura 2 – Representação de um mapa de densidade de estrelas, sendo que os dados do DES foram subtraídos do modelo. Regiões com distribuição de estrelas acima da média (em vermelho) acabam sendo ressaltadas, e algumas delas recebem nomes. Crédito da imagem: A. Pieres.

Brasileiros participam desta colaboração através do consórcio DES-Brazil, que por sua vez é apoiado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do e-Universo ( INCT do e-Universo) e pelo Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia ( LIneA). O LIneA é apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação, e Comunicações (MCTIC); Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

 

 

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