INCT do e-Universo participa da exposição “Labirinto das Estrelas: uma viagem no universo da Astronomia”

03 de novembro de 2017 | LIneA

Adultos e crianças puderam conhecer um pouco mais da imensa vastidão do cosmos, com a exposição “Labirinto das Estrelas: Uma viagem no universo da Astronomia”. O evento, que recebeu cerca de 2.500 visitantes, foi realizado dos dias 23 de agosto a 30 de setembro, na Casa da Descoberta, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e contou com o apoio do INCT do e-Universo.

Inspirada na exposição “Paisagens Cósmicas: Da Terra ao Big Bang”, realizada em 2009, a mostra usou painéis com textos, fotografias e esquemas, explicando e mostrando o que são estrelas, galáxias, buracos negros, lentes gravitacionais e matéria escura (Figura 1). Quem visitou, além de aprender sobre o universo, também teve a oportunidade de colocar o conhecimento em prática, com diversas oficinas oferecidas no evento. Em uma delas, intitulada Pintando o 7 no Universo, os participantes puderam dar asa à imaginação em várias atividades, sendo decorando uma régua com planetas, estrelas, a Lua e o Sol; criando, em uma folha, sua própria constelação ao realizar o jogo de ligue-os-pontos das estrelas impressas; ou até desenhando, de forma livre, o que mais gostou na exposição.

Figura 1 – Exposição realizada na Casa da Descoberta da UFF, com o apoio do INCT do e-Universo, reuniu mais de 2.400 visitantes. A mostra usou painéis com fotografias e textos explicando o que são estrelas, galáxias, buracos negros, lentes gravitacionais e matéria escura. Crédito da imagem: acervo da Casa da Descoberta/UFF.

Os visitantes também puderam construir um projetor de constelação com materiais bem simples, bastava um rolo de papel higiênico, elástico e um molde. Quem esteve presente, também teve a oportunidade de criar sua própria nebulosa estelar, utilizando um tubete, algodão, glitter e corante (Figuras 2 e 3). E, para os visitantes que tinham mais curiosidade e vontade de observar o céu um pouquinho mais de perto, havia, na exposição, um telescópio à disposição.

Figura 2 – Com rolos de papel higiênico, elástico e molde, crianças e adultos aprendem a fazer um “Projetor de Constelação”. Crédito da imagem: acervo da Casa da Descoberta/UFF.
Figura 3 – A diversidade de idade foi uma marca registrada da exposição. Durante a “Oficina da Nebulosa”, à esquerda, as crianças puderam colocar a mão na massa (foto à esquerda). Na imagem à direita, os visitantes mostram orgulhosos a nebulosa que construíram. Crédito da imagem: acervo da Casa da Descoberta/UFF.

Durante a mostra, pesquisadores do INCT do e-Universo e afiliados ao Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA), ministraram palestras apresentando as últimas novidades de diferentes áreas da astronomia e astrofísica. No final de cada palestra, os visitantes tiveram a oportunidade de conversar os palestrantes, participar das oficinas temáticas e realizar observações do céu. Essas atividades permitiram uma intensa troca de saberes entre os cientistas e os visitantes.

“O elevado número de pessoas interessadas, com características e faixa etária tão diversas, deixa evidente que a astronomia e a astrofísica mexem com o imaginário das pessoas. E exatamente por despertarem tanto interesse, ações como essa são muito importantes para se ampliar os conhecimentos científicos”, explica Érica Nogueira, coordenadora do Clube de Astronomia da Casa da Descoberta, e pesquisadora afiliada ao LIneA e ao INCT do e-Universo.

As palestras apresentadas versaram sobre diversos temas que abordavam o Universo. Ricardo Ogando, astrofísico do Observatório Nacional (ON), ministrou a palestra “Descobrindo o Universo” (Figura 4). Ogando explicou aos visitantes sobre o levantamento internacional chamado Dark Energy Survey (DES) que tem como um dos principais objetivos desvendar um elemento misterioso, ao qual tem sido atribuída a expansão acelerada do universo: a energia escura. O astrônomo também falou da supercâmera utilizada no DES, a DECam, que tem 570 Megapixels – cerca de 50 vezes o tamanho de uma câmera típica de celular – e está instalada no telescópio Blanco, de quatro metros de diâmetro, no Chile, local onde as altas montanhas e o ar seco são ideais para observações astronômicas.

Figura 4 – Durante palestra, o astrofísico Ricardo Ogando fala sobre o levantamento Dark Energy Survey (DES). Crédito da imagem: acervo da Casa da Descoberta/UFF.

Já o astrônomo Júlio Camargo, também do ON, aproveitou para falar sobre “Quando estrelas são escondidas por pequenos corpos do Sistema Solar”. Em sua palestra, ele abordou a técnica de observação chamada ocultação estelar bem como sua aplicação no estudo de objetos mais distantes do Sol do que o planeta Netuno (objetos transnetunianos ou TNOs, na sigla em inglês). Esta técnica de observação permite que os astrônomos estudem características importantes (tamanho, forma, presença de atmosfera e anéis, …) desses corpos celestes distantes no Sistema Solar.

Marcio Maia, astrônomo do ON mostrou “O Universo visto com outros olhos”, apresentando diversas maneiras de se estudar o cosmos, utilizando diversos comprimentos de onda eletromagnética além da faixa visível, como raio-X, radio, infravermelho, até outros tipos de mensageiros siderais, tais como ondas gravitacionais, raios cósmicos e neutrinos (Figura 5).

Figura 5 – Em sua palestra, o astrônomo Marcio Maia mostra o Universo com outros olhos, apresentando diversas maneiras de se estudar o cosmos. Crédito da imagem: acervo da Casa da Descoberta/UFF.

E, para finalizar o astrônomo Aurelio Carnero abordou, em sua palestra “Expansão do Universo”, o modelo atual da cosmologia, o qual prediz que o Universo é, atualmente, formado por 70% de energia escura, 25% de matéria escura e 5% de matéria bariônica. Carnero também discorreu sobre a origem do cosmos, quente e denso, na forma do Big Bang.

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