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18 de agosto de 2017

Venha se perder no Labirinto das Estrelas!

No dia 23 de Agosto, a Casa da Descoberta (UFF) abre ao público a exposição “Labirinto das Estrelas: Uma viagem no universo da Astronomia”.

Inspirada na exposição “Paisagens Cósmicas: Da Terra ao Big Bang” realizada em 2009, a mostra usa painéis com textos, fotografias e esquemas, abordando temas como: estrelas, galáxias, buracos negros, lentes gravitacionais e matéria escura. A mostra contará ainda com palestras, roda de conversa com astrônomos e observação do céu. Além disso, serão realizadas oficinas destinadas especialmente para o público infantil. A entrada é gratuita.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico e tecnológico, promovendo a troca de saberes entre os cientistas e os visitantes”, explica Érica Nogueira, coordenadora do Clube de Astronomia Casa da Descoberta e pesquisadora do INCT do e-Universo. Para reforçar esse acesso, um time de cientistas do LIneA e INCT do e-Universo vai apresentar as últimas novidades de diferentes áreas da astronomia e astrofísica. A programação das palestras se encontra abaixo.

Para realizar a exposição, além do apoio da Universidade Federal Fluminense, a Casa da Descoberta conta com colaboração do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do e-Universo (INCT do e-Universo). A Casa da Descoberta fica na Avenida Milton Tavares de Souza, s/nº, no Bairro de Boa Viagem em Niterói. O funcionamento da exposição será de segunda à sexta, de 9h às 17h, às quarta-feiras das 18h às 21h e aos sábados, quinzenalmente, das 10h às 15h. A exposição ficará em cartaz até 30 de setembro de 2017. Para maiores informações, basta acessar a página da Casa da Descoberta: www.facebook.com/casadadescobertauff/

As palestras ocorrerão às 18 horas. Veja temas e datas abaixo:

Data Palestrante Título
06/09 Ricardo Ogando Descobrindo o Universo
13/09 Júlio Camargo Quando estrelas são escondidas por pequenos corpos do Sistema Solar
20/09 Márcio Maia O Universo visto com outros olhos
27/09 Aurélio Carnero Expansão do Universo
Labirinto das Estrelas



O lado escuro do universo

Matéria no site “G1” com o título “O lado escuro do universo”.

“Responda rápido, de uma maneira geral, do que é feito o universo? Estrelas, planetas, gás, cometas, asteroides e galáxias. Certo?”

Veja a notícia na sua íntegra no site G1.




Mapa mais detalhado e vasto da distribuição da matéria escura

Matéria no site de notícias da Unesp com o título “Mapa mais detalhado e vasto da distribuição da matéria escura”.

“Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, apresentou nesta quinta-feira (3) o mais preciso e detalhado mapa da distribuição da matéria escura pelo Universo.”

Veja a notícia na sua íntegra no site da Unesp.




Cosmic map reveals a not-so-lumpy Universe

Matéria na “Nature” com o título “Cosmic map reveals a not-so-lumpy Universe”.

“Cosmologists have produced the biggest map yet of the Universe’s structure, and found that matter might be spread more evenly than previously thought.”

Veja a notícia na sua íntegra no site da Nature.




16 de agosto de 2017

Astrônomos brasileiros ajudam a mapear matéria escura do Universo

Matéria na “Revista Galileu” com o título “Astrônomos brasileiros ajudam a mapear matéria escura do Universo”.

“Se nosso Universo fosse uma árvore frondosa, faria sentido dizer que, pela primeira vez, os cientistas conseguiram mapear com certa precisão seus intermináveis e misteriosos galhos de matéria escura, que correspondem a 26% da árvore.”

Veja a notícia na sua íntegra no site da Galileu.




14 de agosto de 2017

Astronomia Brasileira

Matéria na “Revista Finep” sobre “Astronomia Brasileira”.

“Laboratório nacional busca determinar a natureza da energia escura responsável pela aceleração da expansão do Universo.”

Veja a notícia na sua íntegra no site da Finep.




11 de agosto de 2017

Um supertelescópio para desvendar os mistérios do Universo

Matéria na “Revista Rio Pesquisa” sobre “Um supertelescópio para desvendar os mistérios do Universo”.

“De uma estrela cadente à expansão universal atribuída à energia escura, todos os movimentos que acontecem no céu do Hemisfério Sul serão registrados por 10 anos.”

Veja a notícia na sua íntegra no site da Faperj ou pelo link.




10 de agosto de 2017

Conferência anual da Astronomical Data Analysis Software and Systems (ADASS) será realizada no Chile

Entre os dias 22 e 26 de outubro será realizada pela primeira vez na América Latina a conferência Anual Astronomical Data Analysis Software and Systems (ADASS). A cada ano, o evento tem sede em um local diferente no mundo e desta vez a cidade de Santiago, no Chile, será o destino do 27º fórum destinado a astrônomos, cientistas da computação, engenheiros de software, docentes e estudantes que trabalham em áreas relacionadas a algoritmos, software e sistemas para a aquisição, redução, análise e disseminação de dados astronômicos. Um dos grandes objetivos do encontro, além de falar sobre ciência, é promover a comunicação entre desenvolvedores e usuários explorando a variedade de conhecimentos para estimular o desenvolvimento de softwares e sistemas para enfrentar os desafios da ciência de dados da astronomia.

Os órgãos anfitriões e condutores do encontro serão o European Southern Observatory (ESO), Atacama Millimeter/submillimiter Array (ALMA) e Federico Santa María Technical University (UTFSM) em colaboração com várias agências governamentais e instituições chilenas.

Muitos temas vão estar em pauta durante o ADASS XXVII. Os principais são:

  • Astronomia: colaboração, desenvolvimento de novos métodos, ferramentas, licenciamento, obstáculos e críticas gerais.
  • Os desafios para operações em grande escala de instrumentos astronômicos.
  • Aprendizado por máquinas aplicado à análise de dados astronômicos.
  • Troca de dados astronômicos e infraestrutura de grandes centros de dados na era de massivos intercâmbios de dados.
  • Software de operações de observatórios para telescópios localizados na Terra e também no espaço, passando por toda a cadeia de valores do processo.
  • Interação homem-computador: interfaces de usuário, diretrizes de design e interfaces para grandes conjuntos de dados.
  • Computação de alto desempenho para redução de dados astronômicos.
  • Algoritmos e Software para a Radioastronomia
  • Software de simulação para astronomia.
  • Aspectos gerais de educação e ciência cidadã.
Céu noturno acima dos radiotelescópios ALMA, um dos observatórios mais altos e mais complexos do mundo, localizados a 5000 metros de altitude, no norte do Chile. Crédito: Babak A. Tafreshi (http://www.twanight.org/)



08 de agosto de 2017

Afiliados do LIneA discutem projeto de software na Universidade de Utah

Em maio deste ano, tecnologistas do LIneA e INCT do e-Universo trabalharam em conjunto com pesquisadores do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) na Universidade de Utah no desenvolvimento do Quick Look Framework (QLF), uma moderna ferramenta que tem como objetivo coordenar a execução de uma versão simplificada do pipeline de redução de dados, batizada de Quick Look, que será aplicada a cada uma das 30 câmeras dos 10 espectrógrafos do DESI. Esta ferramenta de estudo será uma das principais interfaces entre o sistema de controle do instrumento (Instrument Control System – ICS) e observadores. Os resultados do pipeline serão armazenados num banco de dados e visualizados através de interfaces especializadas para monitoramento da qualidade dos dados, bem como das condições de observação proporcionando feedback em tempo real para os observadores.

A versão atualizada do QLF foi apresentada via teleconferência, em 25 de maio, com a participação de membros do LIneA e 10 pesquisadores do DESI. A ênfase do trabalho no estágio atual da ferramenta é a integração e execução do pipeline Quick Look nas 30 câmeras simultaneamente, onde as primeiras medidas de performance do sistema foram realizadas. Também foram apresentadas propostas para as primeiras interfaces de monitoramento da execução do pipeline (Figura 1) e dos resultados de QA, e de integração do QLF com o visualizador do DECaLS, o que permitirá ao observador associar os espectros obtidos com imagens dos objetos observados. As tecnologias utilizadas no QLF incluem Django e Bokeh para o desenvolvimento de uma aplicação web e Docker para automatização da instalação da aplicação em diferentes ambientes de execução.

Durante o estudo em conjunto também foram definidos os objetivos de revisão do trabalho para as póximas reuniões de colaboração do DESI. Devido ao trabalho de infraestrutura proporcionado pelo LIneA, foi possível negociar a inclusão de dois pesquisadores seniores e quatro juniores ao projeto DESI (ver noticia). Tanto o LIneA como o INCT do e-Universo dão apoio à participação de brasileiros neste e em outros projetos internacionais de grande envergadura. Veja a lista completa destes projetos no site do LIneA.

Figura 1 – Proposta de interface para monitoramento da execução do pipeline Quick Look. Crédito da imagem: Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia.



03 de agosto de 2017

Levantamento Dark Energy Survey revela a medida mais precisa da estrutura da matéria escura no Universo

O novo resultado se compara à precisão das medidas da radiação cósmica de fundo, e sustenta a teoria que a matéria escura e a energia escura compõem a maior parte do cosmos

Imagine plantar uma única semente e, com grande precisão, ser capaz de prever a altura exata da árvore que irá crescer dela. Agora imagine viajar para o futuro e ter uma prova fotográfica de que você estava certo. Pense na semente como o Universo infante e na árvore sendo Universo hoje e você terá uma noção do feito que os cientistas que participam da colaboração internacional Dark Energy Survey (DES) acabaram de realizar. Em uma apresentação hoje no encontro da Divisão de Partículas e Campos da Sociedade Americana de Física (APS), que está sendo realizada no Fermi National Accelerator Laboratory, conhecido como Fermilab, localizado perto de Chicago e financiado pelo Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos, cientistas do DES vão revelar as medidas mais precisas já realizadas da estrutura de grande escala do Universo atual.

Essas medidas de quantidade e do grau de aglomeração (ou distribuição) da matéria escura no cosmos atual foram feitas com uma precisão que, pela primeira vez, rivaliza com as inferências do Universo infante feitas pelo satélite Planck da Agência Espacial Europeia. O novos resultados do DES (a árvore na metáfora acima) está perto de “previsões” feitas a partir das medidas realizadas pelo satélite Planck de um passado distante (a semente), permitindo que cientistas entendam mais sobre de que forma o Universo evoluiu ao longo de 14 bilhões de anos.

LIneA e INCT do e-Universo apoiam a participação de brasileiros neste levantamento através do consórcio DES-Brazil, que além de desenvolver um portal terciário do projeto DES para distribuir dados para o Brasil e outros países, é responsável pela implementação de um Portal Científico para a colaboração que permite análise de dados coletados e simulados. Cientistas do DES-Brazil colaboraram ativamente na obtenção dos resultados apresentados. Participam do DES-Brazil cientistas das seguintes instituições: Observatório Nacional, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual Paulista, Universidade Estadual de Campinas, Universidade de São Paulo, e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Esta é uma oportunidade excelente de astrônomos e físicos do Brasil participarem de um projeto desta envergadura, produzindo resultados científicos de impacto”, comenta Luiz Nicolaci da Costa coordenador do LIneA. O vice-coordenador do INCT do e-Universo, Rogerio Rosenfeld, ressalta a importância da participação de cientistas do Brasil: “Um dos levantamentos internacionais contemplados pelo nosso INCT é justamente o DES, onde apoiamos a participação de pesquisadores brasileiros”.

“Este resultado é mais do que excitante”, disse Scott Dodelson, do Fermilab, um dos principais cientistas envolvidos no resultado. “Pela primeira vez, podemos ver a estrutura atual do universo com a mesma clareza que podemos ver em sua infância, e podemos seguir os passos de um para o outro, confirmando muitas previsões ao longo do caminho”.

De maneira notável, este resultado suporta a teoria de que 26% do universo estão na forma de uma matéria escura misteriosa e que o espaço é preenchido com uma energia escura igualmente invisível, que está causando a expansão acelerada do universo agregando outros 70%.

Paradoxalmente, é mais fácil medir a distribuição em grande escala do Universo no passado distante do que medir atualmente. Nos primeiros 400.000 anos após o Big Bang, o Universo foi preenchido com um gás incandescente, da qual a luz sobrevive até hoje. O mapa feito pelo satélite Planck desta radiação de fundo cósmica em micro-ondas nos dá um rápido registro do Universo em seu início, no passado distante. Desde então, a gravidade da matéria escura concentrou a massa e fez o Universo se tornar mais “encaroçado” (menos homogêneo) ao longo do tempo. Mas a energia escura tem lutado contra essa tendência, afastando a matéria. Usando o mapa do Planck como um começo, os cosmólogos podem calcular com precisão como essa batalha se desenvolve ao longo de mais de 14 bilhões de anos.

“As medidas do DES, quando comparadas com o mapa do Planck, suportam a versão mais simples da teoria da matéria escura e energia escura”, disse Joe Zuntz, da Universidade de Edimburgo, que trabalhou na análise. “No momento em que percebemos que nossa medida correspondia ao resultado da Planck dentro de um intervalo de 7%, era emocionante para toda a colaboração”.

O principal instrumento para DES é a chamada câmera de energia escura de 570 megapixels, uma das mais poderosas em funcionamento, capaz de capturar imagens digitais de luz a partir de galáxias a oito bilhões de anos-luz da Terra. A câmera foi construída e testada no Fermilab, principal laboratório do Dark Energy Survey, e está montada no telescópio Blanco de 4 metros da National Science Foundation, parte do Observatório Interamericano do Cerro Tololo no Chile, uma divisão do Observatório Nacional de Astronomia Óptica. Os dados DES são processados no National Center for Supercomputing Applications, na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign.

Cientistas do DES estão usando a câmera, ao longo de cinco anos, para mapear um oitavo do céu em detalhes sem precedentes. O quinto ano de observação tem início neste mês de agosto. Os novos resultados divulgados hoje trazem apenas os dados coletados durante o primeiro ano da pesquisa, que cobre um trigésimo do céu.

“É incrível que a equipe tenha conseguido atingir essa precisão apenas no primeiro ano de sua pesquisa”, disse Nigel Sharp, Diretor de Programa da National Science Foundation (NSF). “Agora que as técnicas de análise foram desenvolvidas e testadas, aguardamos ansiosamente a antecipação dos resultados inovadores à medida que a pesquisa continua”.

Os cientistas do DES usaram dois métodos para medir a matéria escura. Primeiro, criaram mapas de posições galáticas como traçadores e, em segundo lugar, mediram precisamente as formas de 26 milhões de galáxias para mapear diretamente os padrões de matéria escura em bilhões de anos-luz, usando uma técnica chamada lenteamento gravitacional fraco. Para realizar essas medidas ultra precisas, a equipe DES desenvolveu novas maneiras de detectar pequenas distorções nas imagens de galáxias, um efeito que não é visível ao olho, permitindo avanços revolucionários na compreensão desses sinais cósmicos. No processo, criaram o maior guia para detectar a matéria escura no cosmos já desenhado (ver imagem). O novo mapa de matéria escura é dez vezes o tamanho do que o DES lançou em 2015 e, no futuro breve, será três vezes maior do que o atual.

Mapa completo de matéria do primeiro de observações do DES, atualmente o maior guia para detectar a matéria escura no cosmos já desenhado. Crédito: Dark Energy Survey

“É um enorme esforço de equipe e o culminar de anos de trabalho focado”, disse Erin Sheldon, físico do Laboratório Nacional Brookhaven do DOE, que co-desenvolveu o novo método para detectar distorções de lenteamento fraco.

Esses resultados e outros do primeiro ano do Dark Energy Survey serão divulgados ainda hoje no portal, e também durante uma palestra de Daniel Gruen, um NASA Einstein Fellow no Instituto Kavli de Astrofísica de Partículas e Cosmologia no Stanford Linear Accelerator Laboratory (SLAC) do DOE, às 19 horas (horário de Brasília). A palestra faz parte da reunião da Divisão de Partículas e Campos da APS no Fermilab e será transmitido ao vivo em: http://vms.fnal.gov/asset/livevideo.

“O Dark Energy Survey já entregou algumas descobertas e medidas notáveis, e eles mal arranharam a superfície de seus dados”, disse o diretor de Fermilab, Nigel Lockyer. “Os resultados mundiais de hoje indicam grandes passos que o DES irá fazer para entender a energia escura nos próximos anos”.

Para mais informações contacte: Luiz Nicolaci da Costa (ldacosta@linea.gov.br) ou Rogerio Rosenfeld (rosenfel@ift.unesp.br) ou Marcio Maia (maia@linea.gov.br)

Links: DES-Brazil e Dark Energy Survey

Dark Energy Survey é uma colaboração de mais de 400 cientistas de 26 instituições em sete países. O financiamento para o Projetos DES foi fornecido pelo Escritório de Ciências do Departamento de Energia dos EUA, Fundação Nacional de Ciência dos EUA, Ministério da Ciência e Educação da Espanha, Conselho de Instalações de Ciência e Tecnologia do Reino Unido, Conselho de Financiamento do Ensino Superior para Inglaterra, ETH Zurique Para a Suíça, Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Instituto Kavli de Física Cosmológica da Universidade de Chicago, Centro de Cosmologia e Física Astro-Partícula da Universidade Estadual de Ohio, Instituto Mitchell de Física Fundamental e Astronomia em Universidade do Texas A & M, Financiadora de Estudos e Projetos, Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Ministério da Ciência e Tecnologia, Deutsche Forschungsgemeinschaft e as instituições colaboradoras Pesquisa de Energia Escura, a lista dos quais pode ser encontrada no link da Colaboração DES.