Planejando um Centro de Suporte para e-Ciência

22 de outubro de 2018 | LIneA

Cresce em todas as áreas da ciência o reconhecimento da necessidade de se criar infraestruturas que permitam a manipulação e análise de grandes volumes de dados de maneira otimizada. Até agora isto vem sendo feito de forma desarticulada e com pouca interação entre os diversos grupos envolvidos. Isso resulta em longos períodos de aprendizado, sem que as lições aprendidas sejam compartilhadas. Isto afeta tarefas aparentemente básicas, como a compra e manutenção de equipamentos. Se bem planejado, o compartilhamento da infraestrutura física e de serviços de manutenção podem levar à uma significativa redução dos custos, como o desenvolvimento de software, onde melhores soluções podem ser apresentadas por cientistas da computação trabalhando junto com os cientistas de uma área específica. Entretanto, atualmente não existem mecanismos que apoiem estas iniciativas. Para discutir esses assuntos a rede nacional de Ensino e pesquisa (RNP) organizou uma reunião nos dias 3, 4 e 5 de Outubro intitulada “Desenho para um Centro de Suporte para a e-Ciência” realizada através da metodologia design sprint (ver Figura 1).

FIgura 1 – Os diretores do LNCC e da RNP dando as boas-vindas aos participantes.

design sprint é um método criado pela Google Ventures que combina abordagem de design thinking com a metodologia ágil na construção de novos serviços. A reunião teve a participação de mais de 40 pessoas (Figura 2) incluindo membros da RNP, LNCC, LIneA, MCTIC e convidados de diferentes Universidades. Do LIneA participaram seis pessoas, principalmente pesquisadores associados aos projetos apoiados pelo laboratório, representando usuários de um serviço de e-ciência voltado para a Astronomia e sua experiência foi usada como exemplo nas discussões.

Figura 2 – Foto do grupo que participou do design sprint.

Na reunião, vários aspectos foram discutidos como: público alvo, atividades, riscos, governança, funcionamento, financiamento, entre outros. O grupo foi organizado em cinco mesas distintas, cada uma apresentando sua visão dos diferentes aspectos do problema que foi apresentada para os outros grupos, seguidas de pequenos debates, procurando desenvolver um modelo de operação. Este foi um importante passo na construção de uma organização que será de fundamental importância para todas as áreas que dependem de Big Data.

Figura 3 – Fotos das cinco mesas de trabalho cada uma com pelo menos um membro do LIneA. Em sentido horário, estes são: mesa 1 – Júlia Gschwend; mesa 2 – Marcos Lima; mesa 3 – Luiz Nicolaci; mesa 4 – Adriano Pieres, mesa 5 – Ricardo Ogando e Fernanda Massena. Crédito das imagens: brunor.fotografia.

O LIneA certamente irá se beneficiar de uma organização como essa principalmente na preparação para a era do Large Synoptic Survey Telescope, como já faz informalmente estabelecendo colaborações com especialistas na área da ciência de computação, em preparação para abrigar um centro de acesso e processamento do grande volume de dados a ser gerado por este projeto.

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