Desvendando o Sistema Solar profundo com o Gaia e grandes levantamentos

29 de maio de 2017 | LIneA

Ocorreu, em Abril de 2017, o Simpósio 330 da IAU: Astronomy and Astrophysics in the Gaia Sky (Astronomia e Astrofísica no Céu do Gaia). A missão espacial Gaia tem como objetivo criar um mapa tridimensional da Via Láctea sem precedentes, oferecendo, entre outras coisas, posições extremamente precisas e a fotometria para mais de 1 bilhão de objetos distribuídos por toda a esfera celeste.

O pesquisador do Observatório Nacional e do LIneA e também membro do INCT do e-Universo, Julio Camargo, participou desse simpósio e apresentou o trabalho “Astrometria do Sistema Solar, Gaia, e os grandes levantamentos – um grande passo à frente para ocultações estelares por pequenos corpos distantes no sistema solar”, mostrando a sinergia entre os resultados dessa missão espacial e levantamentos em céu profundo como o Large Synoptic Survey Telescope (LSST) para estudos do sistema solar exterior (além da órbita de Netuno). Como resultado dessa sinergia, espera-se obter propriedades físicas para um número de objetos além da órbita de Netuno, em uma quantidade 16 vezes maior que o número atualmente conhecido! Testes feitos com imagens oriundas do levantamento Dark Energy Survey (DES), e apresentados no Simpósio, apontaram para um cenário bastante promissor quando o LSST entrar em operação de ciência (2021-2022).

Um tal estudo envolve a mineração e tratamento de quantidades muito grandes de dados (big data). Com o suporte do LIneA tanto para o uso de computadores potentes como também para soluções em big data, códigos estão sendo criados e concatenados de forma a executar automaticamente a maior parte das tarefas envolvidas nesse trabalho.

Para saber mais: http://www.linea.gov.br/010-ciencia/1-projetos/6-tno/

Figura 1 – Painel apresentado na reunião Astronomy and Astrophysics in the Gaia Sky. Crédito da imagem: Julio Camargo.
Figura 2 – Jantar formal dos participantes do simpósio no hotel Negresco. Julio está em companhia de colegas do Observatório de Paris. Crédito da imagem: Bruno Sicardy (Obs. de Paris-Meudon).

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