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SEGUE-2

Figura 1
Figura 1 – Simulação da interação da galáxia satélite anã de Sagitário com a Via Láctea.

O Sloan Extension for Galactic Understanding and Exploration – 2 (SEGUE-2) é um levantamento de espectros de estrelas da Galáxia, em especial aquelas pertencentes ao halo estelar. O projeto tem como objetivo mapear a metalicidade (abundância de elementos químicos mais pesados do que H e He, chamados de metais pelos astrônomos) e a cinemática dessas regiões mais distantes da Via Láctea. Espectros de mais de 200.000 estrelas foram obtidos, dobrando a amostra original do SEGUE-1.

Estas medidas revelam a complexa estrutura cinemática e químicas do halo galáctico e do disco, fornecendo informações essenciais para que a história da formação e do enriquecimento químico da Galáxia possa ser reconstruída. Os dados do SEGUE-2 permitem analisar em maior detalhes os eventos de acresção de galáxias satélites pela Via Láctea, contribuindo para a reconstituição das órbitas dos satélites e do processo de perda de suas estrelas ao longo das mesmas. A figura ao lado (Figura 1) mostra o resultado de uma simulação da interação da galáxia satélite anã de Sagitário com a nossa Galáxia. As diferentes cores representam estrelas que foram sendo deixadas ao longo de diferentes órbitas da anã de Sagitário. Simulações com cada vez mais detalhe poderão ser feitas usando os dados do SEGUE-2 como vínculo observacional.

Figura 2
Tabela 1 – Estrelas e suas metalicidades.

Outro dos objetivos fundamentais do SEGUE-2 é o de descobrir um grande número de estrelas muito pobres em metais. Como a síntese de elementos químicos faz com que aumente a quantidade de metais ao longo do tempo, essas estrelas bem pobres em metais tendem a ser muito velhas e constituem verdadeiros fósseis das primeiras gerações de formação de estrelas no Universo. A Tabela 1 mostra o número de estrelas com diferentes valores de metalicidade (indicada pelo índice [Fe/H], o qual mede a abundância do elemento Ferro, sendo [Fe/H]=0 para o Sol), antes e depois dos modernos levantamentos espectroscópicos, incluindo o SEGUE-1. Não estão incluídas as descobertas do SEGUE-2, o qual deverá aumentar bastante a estatística nas linhas de baixo da tabela.

Entre outros resultados do levantamento SEGUE-2, mencionamos os obtidos por afiliados do LIneA e publicados sob o título The Metallicity Distribution Functions of SEGUE G and K Dwarfs: Constraints for Disk Chemical Evolution and Formation (ApJ) que impõe vínculos na escala de altura do disco da Via Láctea.